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O trabalho dos comissários

6 jul

Vira e mexe eles estão em evidência no mundo da F1. Normalmente por maus motivos. Há incidentes que, de fato, são difíceis de julgar, como batidas, afinal, como dizem os ingleses, it takes 2 to tangle, algo como precisa de 2 pra bater.

Mas, em casos como o do Safety Car de Valência, eles têm poucas desculpas a dar. Como mostra esta reportagem da BBC – que foi ao ar antes da corrida, como se eles previssem o que estava para acontecer -, os comissários têm todas as informações imagináveis sobre os carros em tempo real, sabem com precisão de 1m onde eles estão na pista e estão em contato direto com as equipes. Demorar quase meia hora para julgar uma infração simples como a de Hamilton, ou mais ainda para penalizar os demais, que não respeitaram o tempo de volta limite em regime de SC, é muita incompetência.

F1 em clima de Copa

6 jul

Na transmissão da La Sexta, espanhola, a repórter Nira Juanco faz uma espécie de diário em cada GP. No de Valência, falou sobre o clima de Copa do Mundo, especialmente entre os jornalistas espanhóis, mas traz uma “participação especial” dos repórteres brasileiros Ico e Felipe Motta.

Europa – corrida: “Bom humor é fundamental”, diz Galvão. Ouviu, Alonso?

3 jul

Circuito desinteressante, com histórico de corridas pra lá de mornas, os carros mais rápidos largando na frente. Não é à tôa que os ingleses da BBC se esforçavam para motivar a audiência a não trocá-los pela seleção do país, que entraria em campo contra a Alemanha 2h após a largada. “A Ferrari é melhor na corrida que na classificação e Button está fora de posição (em 7º)”, brada o comentarista Martin Brundle. A essa altura, Galvão Bueno, de volta ao comando das narrações na Globo, já tinha se rendido. “Aí está Plácido Domingo e seu terno panamá”, comenta.

Webber cai de 2º para 9º na primeira volta e, enquanto o narrador da BBC, Jonathan Legard, só tem olhos para Hamilton, que chega a pressionar Vettel pela liderança, brasileiros e os espanhóis da La Sexta, destacam Alonso, que se emparelha com o inglês. “Ele disse que não ia pra cima, imagina se fosse”, se assusta o narrador Antonio Lobato. “Quem larga no lado limpo tem muita vantagem, mas Alonso largou no sujo e mesmo assim…”, Galvão pensa alto.

Mas todos concordam que Webber perdeu terreno ao tentar se defender de Hamilton por fora na curva 1. “Todo mundo sabe que é sujo”, critica o comentarista Luciano Burti. “Ficou no lugar errado”, completa Brundle. Os espanhóis não perdem tempo com o australiano. Estão mais preocupados em secar a asa dianteira danificada de Hamilton.

A tradicional fila indiana de Valência

O comentarista da La Sexta, Marc Gené, aliás, já declarara o fim da corrida de Webber. “Não tem como ele ultrapassar com a pouca velocidade de reta que a Red Bull tem.” E ele nem tinha visto o erro no pit do australiano. “Eles só param quando têm uma diferença suficiente para voltar à frente das equipes novas. Essa demora vai arruinar a estratégia”, observa Brundle. “É inconcebível que na F1 moderna coloquem o pneu assim, no soco”, prefere destacar Galvão.

No soco ou não, Webber voltou atrás de Kovalainen e sua corrida acabou no que mais pareceu um mal entendido entre os dois. “O finlandês não sabia pra onde ir e ele ficou tempo demais no vácuo”, resumiu Brundle. “É a diferença absurda de velocidade entre os carros”, Galvão começa sua tradicional descida de lenha nas estreantes. “Ele não tem que se defender, a função deles é abrir passagem.” É o mesmo ponto de vista de David Coulthard. “Falamos de KERS e asas móveis para o ano que vem . O que todos os pilotos discutem é o perigo de ter 2 carros com velocidades diferentes lutando por posição.” Os espanhóis preferiram se gabar pela segurança da pista e inicialmente colocam a culpa no “retardatário” Kovalainen. “Imaginem se fosse Mônaco, ele ia parar no terraço de alguém”, observa Carlos Sainz.

Quando se dão conta de que a luta era por posição, sua atenção já estava virada para os boxes. Veem Vettel e Hamilton parando e nada de Alonso. São 4 na cabine (Lobato, Jacobo Vega, Sainz e Gené) e ninguém tem uma explicação. Primeiro, acham que a Ferrari cometeu algum erro e só percebem o que aconteceu quando Hamilton é penalizado, cerca de 20 voltas depois. Mas não estão sozinhos… na Globo, se perguntam por que só as Ferrari perderam posição. “Os líderes já tinham passado da entrada dos pits quando a pista entrou em regime de Safety Car, então não puderam entrar. O que estava mais na frente e parou foi Button. Agora depende de onde o SC pegou os líderes”, elucida Brundle.

Os ingleses e, é claro, os espanhóis, então elegem Alonso como o maior prejudicado pelo SC. “Ele era o mais rápido da pista naquele momento”, observa o ex-piloto. “Mas cuidado que algum dos carros à frente pode ter algum problema”, tenta animar Lobato.

Contudo, ninguém caiu tanto quanto Massa. “Ele teve que pegar a fila do posto”, explica Galvão, se referindo ao fato do brasileiro ter entrado no box junto do espanhol, que vira o personagem da prova quando reclama de uma atitude de Hamilton, que naquele momento ninguém sabe qual foi. “A única coisa que vocês têm que fazer nesta corrida é ver se ele poderia ter feito aquilo”, ordena pelo rádio da Ferrari.

Para os ingleses, puro revanchismo, uma tentativa de reviver a richa de 2007 com o piloto da McLaren. “Ele deve estar reclamando que Hamilton atrasou ele para que ele saísse atrás do Safety Car”, acredita Brundle, que teme uma punição por estarmos em território espanhol. Para os espanhóis, irritados com a passividade que veem da FIA em relação ao inglês, pura injustiça. “É o tipo de coisa que vamos lembrar em Abu Dhabi ou no Brasil”, chora Sainz. Para os brasileiros, pura astúcia do asturiano, “que de dentro do carro, a 200km/h, tem o controle das regras e viu o que nem os comissários viram”, aponta Galvão.

Schumacher é outro que sempre causa polêmica. Na Globo, continuam batendo na tecla da diversão. “Colocou pneu duro, mole, só pode ter feito isso pra se divertir”, opina Galvão. Para a BBC, sua corrida acabou. “Que desastre!”, quase vibra Brundle ao ver o alemão esperando todos os carros passarem por ele num erro de estratégia do mago Ross Brawn. Para a La Sexta, guiando no fundo do grid, “estava fazendo uma pré-temporada particular.”

Para alívio temporário dos espanhóis, sai com enorme atraso a punição de Hamilton que, ajudado pelo ritmo mais lento de Kobayashi, como bem aponta Galvão, não perde nenhuma posição. “Agora a Ferrari está ainda mais irritada”, se diverte Brundle.

É o fim da corrida para os espanhóis, que não param de chorar. “É um absurdo que o SC saia de uma maneira que decide uma corrida. Tem que sair atrás do líder”, considera Gené. “Desde que chegou à F1, as regras mudam de acordo com o que Hamilton faz”, Lobato vai ainda mai longe. “Antonio, não foi culpa dele, foi do Charlie (Whiting, chefe dos comissários) que demorou muito e aplicou uma punição que beneficiou o infrator”, atenua Sainz, mas o narrador está descontrolado. “Ele anda perto dos limites de tudo e, quando ultrapassa, ajudam ele. Se Fernando faz algo, ou qualquer outro…”

Enquanto isso, Galvão não perde a oportunidade de alfinetar Dunga. “Ter bom humor é fundamental na vida”, encaixa no meio da transmissão. E os ingleses têm seu momento final de triunfo quando Kobayashi, de pneus moles, passa Alonso. “O japonês não respeita reputações. Ele acertou o ponto de freada e o bicampeão não”, diz Legard. Na La Sexta, um silêncio resignado e contas do campeonato. “Rasguem isso aí, não gosto dessa classificação”, diz Sainz antes de ouvirmos barulho de papel sendo amassado. “Hamilton vai comemorar porque é bom ator. Vettel não é, está com a cara bem diferente das últimas provas”, observa ‘isentamente’ Lobato. É verdade, até esqueceram que Vettel venceu a 1ª desde a Malásia. “Se ele vencer o campeonato, esse terá sido um momento chave”, fecha Brundle.

Levantando voo

2 jul

A decolagem de Webber no GP da Europa semana passada é um alerta para a F-1. É sempre perigoso quando uma roda passa por cima da outra. E isso geralmente acontece quando há diferença de velocidades entre os carros.

É justamente isso que prevê o regulamento de 2011, recentemente divulgado. Os carros terão KERS, que dá velocidade extra por alguns segundos quando o piloto aciona um botão no volante, e asas traseiras móveis. Essas asas, também controladas pelo piloto, só poderão ser usadas em situações de ultrapassagem e apenas pelo piloto que vem atrás. Ou seja, é como se as regras provocassem cenas como a de Valência. Parece um disparate, mas é o quão longe a categoria está disposta a ir para tornar as corridas mais interessantes. Resta saber se as equipes desistirão da ideia a tempo ou esperarão por outro acidente.

O esquadrão brasileiro da F1 até que não achou o jogo contra a Holanda de todo mal

Voltando a 2010, para animar os que torcem por uma virada de Massa, nunca a nacionalidade do campeão de F-1 e a seleção campeã da Copa coincidiram. Pelo menos até semana que vem, além do brasileiro, o australiano Webber e os ingleses Hamilton e Button contam com essa escrita.

Publicado em 06.07.2010

Culpa do duto?

1 jul

Há quem culpe o duto que estola a asa traseira pelo acidente entre Kovalainen e Webber. Se o piloto da Red Bull tivesse o acionado, ganharia velocidade rapidamente.

Mas dá para ver no vídeo onboard que esse não foi o caso:

Só para comparar, veja a mão esquerda de Vettel nas retas. Quando ela se solta do volante e fica colada à lateral do carro, ele está usando o duto:

Europa – classificação: Nem com a “aderência da torcida”

1 jul

À medida que a classificação para o GP da Europa se aproxima, há uma expectativa real de que a Ferrari mude a cara do campeonato. Pelo menos por parte dos ingleses. “Será que os vermelhos vão mexer com a temporada da mesma maneira que Fernando Alonso fez com a popularidade da F1 na Espanha?”, pergunta o narrador da BBC, Jonathan Legard. Os espanhóis estão com o pé atrás depois da 3ª sessão de treinos livres, quando seu bicampeão foi bem de pneus duros, mas não melhorou com os moles. “Espero que a temperatura aumente para ajudar a aderência da Ferrari”, torce o narrador da La Sexta, Antonio Lobato. Já a Globo só tem olhos para Red Bull e McLaren. “Está entre os 2”, sentencia o comentarista Reginaldo Leme.

Os brasileiros destacam o bom retrospecto do país em Valência: 2 corridas, 2 vitórias. Uma delas, de Barrichello, que ganha elogios dos ingleses. “Ele esteve muito bem nos treinos e andou demais aqui ano passado”, diz o comentarista Martin Brundle.

Na La Sexta, Lobato conta de sua insólita experiência a bordo de um F1. “Assim que apertaram o cinto, não conseguia respirar e quis sair. Nem lhes conto o que aconteceu com as partes baixas.” Logo em seguida elege os pilotos da Sauber e Toro Rosso como os possíveis degolados no Q1, assunto que passa batido para Cléber Machado na Globo, mais preocupado com a briga entre os primeiros colocados.

Será o clone de Massa que anda guiando a Ferrari?

Os ingleses aproveitam que Schumacher está na zona de perigo e começam sua habitual sessão de críticas. “Acho que ele está querendo guiar mais que o carro”, diz Brundle. “Se fosse qualquer outro, estaríamos pedindo sua cabeça”, acerta Eddie Jordan. Reginaldo Leme continua acreditando que o alemão está se divertindo e Luciano Burti soa perplexo. “Acho que ele perdeu o brilho. Não acreditava que aconteceria isso porque pensava que o talento dele era maior do que isso.”

Reginaldo também continua acreditando em Vettel. “Ficou abalado, mas não tenho dúvida de seu talento, só não sei se Red Bull é absoluta. Eles e a McLaren podem ter problemas de briga interna, ao contrário da Ferrari, já que Felipe está bem atrás”, joga a toalha.

Falando no brasileiro, cada um tem seu pitaco para sua apatia. “Ele pode dizer o que quiser, mas não é o mesmo depois do acidente”, aponta Brundle, que deixa a pergunta de Legard no ar: “depois do acidente ou de ter Alonso como companheiro?” Para Marc Gené, comentarista da La Sexta, Felipe é boa referência para Fernando em Valência. “Ele anda muito bem aqui.” Mas Lobato acha que o vice-campeão de 2008 está correndo atrás do prejuízo “porque não conseguiu segurar o ímpeto de Alonso.” Para Reginaldo, ele está pressionado. “É muito difícil quando você vê que o carro não é bom e só seu companheiro consegue render. Mas eles já esteve em situações piores.”

A vontade de Cléber ajudar o compatriota é tanta, que ele ignora que os tempos foram zerados para o Q2 e comemora o melhor tempo no 1º setor, sendo que Massa foi o 1º a abrir volta. Mas ele logo recua quando tem que dar seu palpite para a pole. “Queria apostar em Alonso, mas não quero ficar naquela de ‘hoje não’.” Depois emenda: “é no Q2 que vamos ver os tempos mais rápidos da classificação.” Estamos em 2010, Cléber…

Os tempos certamente não foram rápidos para a Mercedes, que teve “sua pior classificação do ano, justamente quando trouxeram seu maior pacote de novidades”, como destacou Legard. “As Force India estão fora também e as Williams dentro. É uma grande mudança nas forças.”

O Q3 começa e Brundle faz uma estranha analogia entre um submarino e o movimento do corpo do piloto em freadas fortes. Não peguei. Os espanhóis buscam uma explicação para o mal rendimento das Ferrari. “Estão com mais combustível”, aponta o comentarista Jacobo Vega. Mas realmente os pneus moles é que não estavam afim de ajudar os rossos. Legard, então, pede atenção ao “carro amarelo de Kubica.”

Lobato faz sua última tentativa. “A torcida tenta dar alguma aderência à Ferrari com sua torcida.” Essa foi forte, mas não o suficiente para tirar a 1ª fila da Red Bull, como, aliás, nas últimas 13 provas, segundo a BBC. Para Brundle, devido ao erro de Hamilton e à inconsistência de Alonso.

Na verdade, os ingleses estão mais preocupados que o sucesso alemão seja um presságio das oitavas de final da Copa do dia seguinte, quando ele pegariam a Alemanha. Estavam certos. Reginaldo quer saber se Vettel está “só de volta às poles ou de volta às vitórias também.”

Na Espanha, o clima é de enterro. “Meio segundo entre Alonso e as Red Bull. É preocupante”, Gené dá a opinião de alguém que trabalha dentro da equipe e sabe o que eles esperavam das mudanças que trouxeram a Valência. “É um circuito muito parecido com o do Canadá, então eles encontraram algo para melhorar. Tiram 3 décimos de Fernando só no último setor. Ouçam os barulhos. Esse carro está batendo no chão, o que é fundamental para ser rápido.” Lobato o questiona, quer saber como eles conseguem andar com a suspensão tão baixa e depois colocar mais de 100kg de gasolina em cima. “Boa pergunta”, suspira o piloto de testes da Ferrari.

Red Bull Air Race em Valência?

1 jul

Quando motores foram usados após Valência

30 jun
Piloto Motores usados
01 Jenson Button 4
02 Lewis Hamilton 4
03 Michael Schumacher 4
04 Nico Rosberg 4
05 Sebastian Vettel 5
06 Mark Webber 4
07 Felipe Massa 5
08 Fernando Alonso 5
09 Rubens Barrichello 5
10 Nico Hülkenberg 4
11 Robert Kubica 4
12 Vitaly Pertrov 4
14 Adrian Sutil 5
15 Vitantonio Liuzzi 5
16 Sébastien Buemi 5
17 Jaime Alguersuari 5
18 Jarno Trulli 5
19 Heikki Kovalainen 5
20 Karun Chandhok 4
21 Bruno Senna 4
22 Pedro De La Rosa 6
23 Kamui Kobayashi 4
24 Timo Glock 4
25 Lucas Di Grassi 4

- De la Rosa teve que trocar seu motor Ferrari novinho que estourou no Canadá. Certamente vai usar o 9º e tomar a punição de 10 posições no grid. Resta escolher o circuito.

- É curioso que Vettel chegue ao 5º motor antes de Webber, que já teve 2 quebras (mesmo que uma delas tenha sido no final da vida útil do propulsor).

- As Ferrari estão na 2ª corrida desse 5º motor. Faltam 10 provas e 3 motores novos – este que está sendo usado deve aguentar mais uma prova. Será que dá?

Safety Car decide para Hamilton e Ferrari

29 jun

A Ferrari chiou muito após a prova de Valência. Tudo porque, quando o Safety Car entrou na pista, Hamilton pareceu desacelerar para que Alonso e Massa, que vinham logo atrás, ficassem presos enquanto ele acelerava na frente.

O campeão de 2008 negou. “Quando cheguei na reta, estava acelerando, não vi o SC. Estava na 1ª curva quando o vi, acelerar até a linha do SC e naquele ponto vi que ele estava do meu lado, mas achei que estava na frente e então continuei.”

Mas a imagem mostra claramente que ele hesitou antes da linha e depois acelerou. O fato é que conseguiu sair na frente e trancar o rival. E, não fosse a reclamação de Alonso no rádio, provavelmente não seria punido por ter claramente ultrapassado do SC.

O pior de tudo para os italianos é que a punição demorou mais de 20 voltas, tempo suficiente para que o inglês abrisse e não perdesse nenhuma posição.

O piloto espanhol chegou a falar em corrida manipulada. Não entendia por que um piloto que estava a 1m dele quando o SC saiu tenha chegado em 2º descumprindo as regras e ele cruzado a linha de chegada em 9º respeitando-as. Exageros à parte, tem razão.

Mais de meia hora pra ver isso?

Além da demora na decisão dos comissários numa análise que seria simples, o fato do circuito de Valência ter o menor pitlane do ano, com perda de 12.7s, foi fundamental para que Hamilton cumprisse o drive through sem perder uma posição sequer. Se o mesmo tivesse ocorrido na China, perderia 21s e voltaria em 6º ao invés de 2º.

Essa é uma das falhas da regra, a punição de drive through é mais ou menos severa dependendo do circuito.

Kobayashi x De la Rosa: diferentes estratégias

29 jun
De la Rosa Kamui Kobayashi
Posição na classificação 16º 18º
Tempo da Classificação (Q1) 1′39.003 (-0.34) 1′39.343
Posição na corrida 12º
Tempo médio de volta 1′46.614 (+0.289) 1′46.325
Voltas 57/57 57/57
Pit stops 1 1

Confira a prova de Koba e De la Rosa volta a volta

A Sauber, largando em 16º e 18º, decidiu atirar para todo lado e colocar De la Rosa de pneu super macio e Kobayashi de médio na 1ª fase da corrida. O espanhol ganhou uma posição na largada e mais 5 ao ser um dos primeiros a parar quando o acidente de Webber trouxe o Safety Car, o que o levou a uma inédita 10ª posição nesse ano. Como também foi um dos que acelerou demais enquanto o SC estava na pista, tomou 5s de punição e acabou fora da zona de pontuação.

Kobayashi finalmente mostrou a que veio

Enquanto isso, seu companheiro fazia 53 voltas no pneu duro – passou grande parte do tempo em 3º, esperando abrir o máximo possível para fazer sua parada – e seria fundamental para o resultado final da prova, pois, como tinha os pneus mais desgastados e rendia bem menos que os ponteiros, que não conseguiam o ultrapassar devido à natureza da pista, criou o gap necessário para que Hamilton cumprisse sua penalização e mantivesse o 2º posto.

Rendendo muito com pneus macios novinhos, contra carros que estavam com os duros há mais de 40 voltas, ultrapassou Alonso e Buemi nas últimas 2 voltas e conquistou a melhor posição do ano para a Sauber, justamente num tipo de circuito (curvas lentas e grandes retas) no qual seu carro sofre bastante.

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