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E não é que Vettel mentiu?

6 ago

A FOM, que anda cruel nos seus race edits que disponibiliza no f1.com, entregou mais um: Sebastian Vettel. O alemão fez uma cena no pódio, questionou o pobre Jo Bauer e justificou o fato de estar longe de Webber na relargada a uma falha no rádio. Disse que não sabia que o Safety Car entraria naquela volta.

Pois, bem. O vídeo mostra ele falando com a equipe durante o SC. Via rádio. Hum…

É o 3º vídeo da FOM que dá uma ideia clara de como as ordens de equipe são constantes. Além do caso mais que explorado da Ferrari na Alemanha, a edição da Turquia gerou muita polêmica.

Ela deixou claro que a Red Bull tentava inverter as posições de seus pilotos – pedindo a Webber que baixasse as revoluções do motor e a Vettel, que apertasse o ritmo – quando houve o acidente entre os dois.

Voltas depois, Button e Hamilton recebem a instrução de poupar combustível. Tranquilo com a mensagem do rádio de que Button não o ultrapassaria, Lewis tirou mais o pé que Jenson, que o atacou. Depois que a ordem foi restabelecida, o campeão de 2008 ouviu que não precisava mais economizar e o de 2009, que o consumo estava crítico.

Hungria – corrida: A versão ‘oficial’ de Galvão

4 ago

Nunca na história da F1 um campeonato chegou à 12ª etapa com 5 claros concorrentes ao título e, por mais que Galvão Bueno faça campanha na Globo para a exclusão da Ferrari e pela redenção do Felipe ‘chuta o balde’ Massa, era isso que estava em jogo no domingo. Na La Sexta e na BBC, a previsão, com as McLaren atrás, era de que tudo terminasse ainda mais embolado. “A Ferrari tem o piloto, a McLaren tem os pontos e a Red Bull tem a velocidade”, resumiu Martin Brundle, ex-piloto que comenta na BBC.

Enquanto isso, os espanhóis davam alguns dados um tanto desanimadores. “Aqui tivemos 1 Safety Car em 24 anos e entre 2 e 3 ultrapassagens depois da 1ª volta nos últimos anos”, lista o narrador Antonio Lobato. “Os pilotos chamam isso aqui de Mônaco sem os prédios”, conta Brundle.

Galvão, que não narrou a prova alemã, estava mais preocupado em recuperar a imagem daquele que costuma chamar de ‘do Brasil’. “Dia de festa, com a volta depois do acidente, mesmo depois da medida pouco inteligente, desnecessária e que tem que ser punida, da Ferrari. Até Ecclestone já deu o apoio oficial ao Felipe”.  “Posso garantir que não foram só 3 ordens para deixar passar!”, se orgulha o narrador, que estava impossível. “A vida é de engolir sapo e chutar o balde. Felipe engoliu um para chutar depois e parece que funcionou, pois Domenicalli disse que não tem mais ordem”. O assunto, que volta e meia assombra a transmissão brasileira, aparece en passant na Espanha – no final da prova, Lobato diz que “falaram que a Ferrari escolheu quem é seu 1º piloto, mas não foi a Ferrari, foi o asfalto, o cronômetro” – e na Inglaterra – quando Titônio Massa aparece, Legard diz que “a reação no Brasil foi muito forte, com Massa sendo chamado de traidor” e destaca que muitos dão razão à Ferrari, pensando no campeonato.

Massa não precisa mais de advogado

Ah, o campeonato. “A Red Bull só perde a prova para ela mesma. Como? Pergunta para o Vettel porque ele sabe bem”, Reginaldo Leme roga uma praga daquelas do alemão. Não foi na largada. Alonso passa Webber, mas Sebastian faz tudo direito dessa vez. “Fernando tem que se concentrar que está com todos os rivais pelo título, menos um, atrás”, observa Carlos Sainz na La Sexta. Os ingleses se decepcionam com Button, que perdeu 4 posições. “E Schumacher, como sempre, largou bem e passou 2. Agora são 24 ultrapassagens em largadas no ano”, soma Brundle.

Na 2ª volta, Petrov parece se atrapalhar com Hamilton na sua cola, e o inglês passa com facilidade por fora. Os espanhóis riem. “Parece até ordem de equipe, freou 10m antes”, se diverte Lobato. Brundle é mais… britânico. “Ele foi um pouco cuidadoso demais nos freios.”

Enquanto Galvão fala em lisura esportiva, ingleses e espanhóis não vêem como Alonso pode se manter na frente de Webber depois da 1ª parada. “Só se eles pararem juntos, o que a Red Bull não vai deixar acontecer. Se Webber parar uma volta antes ou depois, com o carro que tem, vai conseguir a vantagem necessária”, constata Marc Gené.

Sanduíche de jamón

O Safety Car parece que resolveria o problema. Eles parariam juntos. Mas não foi o que aconteceu, para a surpresa de todos. Todos duvidavam que o pneu resistiria. “Eles tinham tempo para fazer as paradas dos dois, por que ele não parou? Isso vai custar caro”, Brundle, fato raro, erra. “Se fosse Webber, estaria no rádio pedindo para a equipe me deixar na pista por umas 15 voltas e para que mandassem o Vettel baixar a potência do motor para fazermos a dobradinha”, David Coulthard pensa rápido.

Só na Globo vêem malícia na distância que Vettel deixa para Webber no reinício da prova. “Isso aí é uma ordem de equipe, porque não veio da cabeça dele”, diz Luciano Burti. Os comissários também não gostam, mas por uma regra bem mais prática, da distância regulamentar entre os carros, não por jogo de equipe. “Parece que o chute no balde do Felipe funcionou, os comissários estão mais rígidos”, Galvão não desiste.

Hamilton, líder do campeonato, sofre a 1ª quebra do ano e o que o narrador da Globo vê é que “é bom para Massa e Rubinho.” Para Brundle, “isso vai levar alguns sorrisos à Red Bull”. Gené mata da hora: “isso é câmbio”.

Vettel é punido. Gené estranha. “Não sei como é na Red Bull, mas na Ferrari fazemos uma reunião repassando o regulamento todo com os pilotos”, revela. “É tanta coisa para pensar quando tem um Safety Car”, protege Brundle. Ao fazer o drive through, o alemão gesticula. Galvão imagina se não acabou passando do limite de velocidade, a mesma piada que Lobato faz na La Sexta minutos depois, ao ver que ele saiu mais perto de Alonso que o narrador esperava. Seriam 30 voltas com o retrovisor cheio de Red Bull.

Nos giros seguintes, as transmissões se voltam mais para a tabela de tempos que a pista. E os espanhóis se preparam para sofrer. “Alonso sabe fechar portas, mas o carro é muito mais lento”, Gené não acredita muito no compatriota. “Não tem como lembrar de Imola 2005”, aponta Lobato. Na BBC, também não esqueceram. “Se tem alguém que sabe manter um piloto atrás, de maneira limpa e calma, é ele. Lembram-se o que ele fez com o Schumacher?”, pergunta Legard. Talvez Galvão tenha se esquecido. “Você não é bom, Alonso? Então segura essa”, provoca. O narrador prevê ver Massa na briga em poucas voltas. Isso nunca acontece, para surpresa também de Brundle na BBC.

Mas a corrida ainda guardaria uma surpresa para o final. Quando a TV passou a acompanhar Barrichello, andando 3s por volta mais rápido, babando para cima de Schumacher, Lobato reclamou. “Queremos ver os que disputam o título!”. Deve ter se arrependido. “Os pilotos vêem Michael como um troféu, não uma ameaça”, constata Brundle. Principalmente Rubens.

Ele sempre foi assim, nada contra, mas antes TAMBÉM era um ótimo piloto

A reação à manobra que se seguiria foi a mesma nas 3 transmissões, mesmo que Galvão tenha visto uma cena um pouco diferente: “Empurra o Schumi, Rubinho!”, gritava, enquanto perdia toda sua recém-adquirida lisura esportiva. Naughty, temerário, de terror… todos queriam punição. “Esse é o problema dele. Ele nunca sabe quando desistir”, define Coulthard. “Foi mais agressivo porque é um ex-companheiro que abriu a boca sobre como as coisas eram na Ferrari”, completou o ex-piloto. Como na Globo, lembram da manobra em cima de Massa no Canadá, mas sem o papo de “e olha que eles são amigos”.

Os espanhóis, que vêem Webber numa posição semelhante dentro da equipe à de Alonso na McLaren em 2007 – “felicidade na Red Bull, ainda que o piloto errado tenha ganho”, alfineta Lobato –, implicam com o ‘piti’ de Vettel. “Nem esperou para cumprimentar o companheiro”, aponta Lobato. “É muito jovem e é um péssimo perdedor”, define Gené. O alemãozinho também não parece despertar muito amor na BBC, que dá uma informação interessante: é a 1ª vez que a Red Bull lidera ambos os campeonatos ao mesmo tempo. Vettel, curiosamente, nunca foi líder do mundial. “Ele é só o campeão dos sábados”, diz Legard. Ninguém perdoa o menino.

Massa x Alonso: a resposta na pista

3 ago
Felipe Massa Fernando Alonso
Posição na classificação
Tempo da Classificação (Q3) 1′20.331 (+0.344) 1′19.987
Posição na corrida
Tempo médio de volta 1′27.044 (+0.138) 1′26.906
Voltas 70/70 70/70
Pit stops 1 1

Confira os tempos de Felipe e Fernando volta a volta

Felipe Massa passou o final de semana todo dizendo que não era 2º piloto, mas, dentro da pista, pouco fez para mostrá-lo. Mais de 3 décimos atrás do companheiro na classificação, foi ultrapassado por Hamilton nos boxes, mas não chegou perto de pressionar o inglês, mesmo que a Ferrari tenha sido mais rápida que a McLaren todo o final de semana.

Recuperado o 4º posto com o abandono de Hamilton, andou no mesmo ritmo de seu companheiro mesmo nas 40 voltas que Alonso segurou Vettel, jamais chegando na briga.

A cara emburrada de quem teme um caminho sem volta

Alonso tirou vantagem de estar no lado limpo do grid e por pouco não terminou a 1ª volta na liderança. Não forçou muito no stint com os pneus macios, pois sabia que não poderia parar antes de Webber, caso contrário fatalmente perderia a 2ª posição.

Nas 14 voltas que ficou atrás de Vettel entre a saída do Safety Car e a punição do alemão, conseguiu manter-se a menos de 5s do piloto da Red Bull, garantindo a volta à 2ª posição. Nesse mesmo período, Massa perdeu 6.2s em relação ao companheiro e a chance de também ficar à frente de Vettel. Daí em diante, Alonso fez 38 voltas sem erros e contando com a melhor velocidade final da Ferrari na reta para garantir 18 pontos que o deixaram a 20 do líder. Há 2 provas, tinha 47 de desvantagem.

Senna x Yamamoto: levar volta do companheiro, não dá

3 ago
Sakon Yamamoto Bruno Senna
Posição na classificação 24º 22º
Tempo da Classificação (Q1) 1′26.453 (+0.062) 1′26.391
Posição na corrida 19º 17º
Tempo médio de volta 1′33.234 (+1.824) 1′31.410
Voltas 66/70 67/70
Pit stop 1 1

Confira os tempo de Bruno e Sakon volta a volta

Os 6 carros das equipes novas completaram a corrida da Hungria. Os Hispania tiveram, como sempre, uma corrida solitária, tentando não atrapalhar ninguém, mas a performance de Bruno Senna foi impressionante.

Na classificação, Sakon Yamamoto ficou próximo do brasileiro (menos de 1 décimo) e chegou a dizer que poderia ter ficado a sua frente, não tivesse errado no último setor.

Afundada em dívidas e mentiras, a Hispania perdeu o rumo

Mas na corrida, já havia perdido 50s para o companheiro antes do Safety Car, na volta 15. Somando-se os 117s que levou no final da prova, certamente teria levado uma volta de Senna, que não pôde fazer muito em relação aos carros da frente – o ritmo médio de Glock, 16º colocado, foi de 1.30.973, meio segundo mais rápido que o de Bruno.

De la Rosa x Kobayashi: o melhor do ano

3 ago
Pedro de la Rosa Kamui Kobayashi
Posição na classificação 23º
Tempo da Classificação (Q1) 1′21.891 (-0.331) 1′22.222
Posição na corrida
Tempo médio de volta 1′27.919 (-0.035) 1′27.954
Voltas 69/70 69/70
Pit stops 1 1

Confira os tempos de Pedro e Kamui volta a volta

A Sauber conseguiu colocar seus 2 carros nos pontos pela 1ª vez em 2010. Isso, justamente num circuito de curvas lentas, onde o carro tinha sofrido em etapas anteriores. Para De la Rosa, tudo começou com uma classificação impressionante, em 9º, valendo-se das pequenas diferenças que definiram o Q2 e de sua experiência para ficar longe do tráfego que deixou seu companheiro no Q1. Mantendo-se longe de problemas, se beneficiou dos abandonos de Hamilton, Kubica e Rosberg. Mesmo sendo passado por Hulkenberg na largada, foi o  7º.

Seguro por Bruno Senna, Kobayashi não passou do Q1 pela 3ª vez em 5 corridas. A equipe também reconheceu sua parcela de culpa pois, julgando que passariam facilmente à fase seguinte da classificação, não usaram os pneus macios. Para completar, Kamui ignorou o sinal que dizia que deveria ‘estacionar’ na pesagem e perdeu mais 5 posições no grid.

Não tem como não simpatizar com esse japonês, pelo menos enquanto ele ainda anda lá atrás

Nada poderia piorar domingo. Em entrevista para a BBC no final da classificação, disse que queria estar em 14º após a 1ª volta. E por pouco não conseguiu. Ganhou 7 posições, alcançando o 16º posto.

Com o abandono de Hamilton e a confusão dos pits – da qual se manteve longe parando uma volta depois – viu-se em 11º. Passou Schumacher na relargada e Barrichello quando o brasileiro fez seu pit stop.

Hungria: curiosidades e estatísticas

2 ago

Foi um dia de aniversários bem comemorados. Além dos 25 anos da corrida na Hungria, os 100 GPs da Red Bull foram celebrados, se não com a esperada dobradinha, com uma vitória que muito teve a ver com o rendimento do carro. Tirando o drive through de Vettel – que afirmou não ter percebido que o Safety Car entraria nos pits naquela volta, pois estava sem rádio –, dominaram todos os treinos, fecharam a 1ª fila pela 6ª vez no ano e tomaram de volta a liderança em ambos os campeonatos.

Vettel vai abrir uma conta no Santander depois dessa

A Sauber, completando 300 GPs – somando-se os 85 como BMW – teve o melhor resultado no ano, com os dois carros nos pontos.

Ligado em números, Vettel colecionou mais uma pole position – tem 4 consecutivas e 12 na carreira – e roubou a volta mais rápida de Webber no último giro. Soma 6 no total.

Após ter se tornado o piloto que mais demorou para vencer sua 1ª prova, Webber soma 6 primeiros lugares na carreira. Isso em 150GPs.

Depois de um começo de ano de tropeços, os estreantes começam a colocar as manguinhas de fora. Kobayashi foi o que mais posições ganhou, saindo em 23º para chegar em 9º. Petrov (5º) e Hulkenberg (6º) bateram seus companheiros de equipe na classificação e na corrida, além de terem conseguido as melhores colocações na carreira.

A ultrapassagem de Barrichello em Schumacher no final fez do GP da Hungria a 1ª corrida em que a Mercedes não pontuou neste ano. Apenas os ponteiros da tabela de construtores, Red Bull e McLaren, mantêm o feito.

Em 2009, a Renault foi suspensa por 1 GP - depois voltaram atrás - pela mesma cena

Posições ganhas em média por corrida

Piloto Posições
Karun Chandhok +6.50
Bruno Senna +5.20
Heikki Kovalainen +5.00
Lucas di Grassi +4.83
Sakon Yamamoto +4.50
Kamui Kobayashi +4.17
Jaime Alguersuari +4.00
Jenson Button +3.55
Jarno Trulli +2.71
Timo Glock +2.67
Vitantonio Liuzzi +2.50
Sebastien Buemi +2.38
Pedro de la Rosa +2.20
Lewis Hamilton +1.73
Adrian Sutil +1.20
Robert Kubica +1.10
Rubens Barrichello +0.73
Vitaly Petrov +0.67
Nico Rosberg +0.45
Michael Schumacher +0.27
Fernando Alonso 0.00
Felipe Massa -0.25
Nico Hülkenberg -0.56
Sebastian Vettel -1.70
Mark Webber -1.91

- fica fácil de concluir que, quanto mais atrás largar no pelotão, mais posições se ganha na corrida, principalmente por quebras. Os que destoam são os pilotos da McLaren, um carro que sofre aos sábados. Hamilton, fazendo uso de sua agressividade para ultrapassar somada ao duto aerodinâmico, e Button, com o estilo de pilotagem dos sonhos para qualquer estrategista, fizeram um ótimo papel em limitar os danos de más classificações.

A McLaren não vai tão bem como parece com Hamilton, nem tão mal como esteve nas mãos de Button na Hungria

Pit Stops mais rápidos na Hungria

Piloto Equipe Tempo Volta
1 Jenson Button McLaren 3.582 14
2 Mark Webber Red Bull 3.588 43
3 Sebastian Vettel Red Bull 3.6 15
4 Lewis Hamilton McLaren 3.638 15
5 Rubens Barrichello Williams 3.737 55
6 Kamui Kobayashi Sauber 3.861 16
7 Sebastien Buemi Toro Rosso 4.335 15
8 Fernando Alonso Ferrari 4.63 15
9 Nico Hülkenberg Williams 4.718 15
10 Felipe Massa Ferrari 4.983 15
11 Pedro de la Rosa Sauber 5.37 15
12 Vitaly Petrov Renault 5.396 15
13 Jarno Trulli Lotus 5.536 20
14 Lucas di Grassi Virgin 5.598 15
15 Bruno Senna HRT 6.169 15
16 Sakon Yamamoto HRT 6.585 14
17 Vitantonio Liuzzi Force India 9.463 14
18 Timo Glock Virgin 9.576 15
19 Michael Schumacher Mercedes 10.663 15
20 Heikki Kovalainen Lotus 11.084 15
21 Nico Rosberg Mercedes 12.67 15
22 Lucas di Grassi Virgin 17.212 16

- Massa não perdeu a posição para Hamilton no box porque teve que esperar a troca de Alonso, mas sim pela lentidão da equipe, que se repetiu com o espanhol.

- Alguns pilotos foram atrapalhados pelo tráfego quando todos pararam juntos devido ao Safety Car. Nesse caso, pior para as equipes que têm os primeiros pits e pilotos no meio do pelotão. Leia-se, Mercedes.

- Aliás, isso explica por que Webber não parou junto de Vettel. Eles teriam tempo de fazer as 2 paradas, já que Vettel estava 11.7s na frente, mas, como têm a 2ª garagem e a Ferrari, a 4ª, a probabilidade do australiano pegar mais tráfego na hora de sair do que Alonso era grande.

- Quem não respeitou o tráfego pagou ainda mais caro. Que o digam Kubica e Sutil.

- Vida de equipe nova é difícil até para trocar pneu!

Quantos motores foram usados após a Hungria

2 ago
Piloto Motores usados
01 Jenson Button 5
02 Lewis Hamilton 5
03 Michael Schumacher 5
04 Nico Rosberg 5
05 Sebastian Vettel 6
06 Mark Webber 5
07 Felipe Massa 6
08 Fernando Alonso 6
09 Rubens Barrichello 5
10 Nico Hülkenberg 5
11 Robert Kubica 5
12 Vitaly Pertrov 5
14 Adrian Sutil 5
15 Vitantonio Liuzzi 5
16 Sébastien Buemi 5
17 Jaime Alguersuari 5
18 Jarno Trulli 5
19 Heikki Kovalainen 5
20 Karun Chandhok 5
21 Bruno Senna 6
22 Pedro De La Rosa 7
23 Kamui Kobayashi 5
24 Timo Glock 5
25 Lucas Di Grassi 5

-  Será interessante ver como serão manejados os motores para Spa e Monza. É possível que Ferrari e Vettel, que já fizeram 2 corridas com o 6º motor, utilizem o 7º para essas provas e retornem ao que têm usado em Cingapura.

Pontuação após Hungria

1 ago
Pos Piloto antiga atual
Webber 63 161
Hamilton 65 157
Vettel 61 151
Button 59 147
Alonso 57 141
Massa 39 97
Rosberg 36 94
Kubica 35 89
Schumacher 13 38
10º Sutil 11 35

Em 2 corridas, Alonso tirou 27 pontos da liderança e transformou o campeonato, definitivamente, em uma disputa entre 5 pilotos. Com a queda da McLaren, Webber e Vettel começam a colocar ordem na casa, mas ainda sem demonstrar muita firmeza – ninguém duvida que eles podem colocar os pés entre as mãos em breve. Nos prateados, se Button continuar dificultando para si mesmo, a McLaren não vai ter trabalho para decidir seu primeiro piloto. Já a Red Bull não pode dizer o mesmo. Pela pontuação antiga, 9 pontos separariam o 2º do 5º.

Hungria – corrida: campeonato embolou de vez

1 ago

Parece que a F1 é viciada em polêmicas. E, assim, de jogo de equipe ferrarista para jogo de equipe da Red Bull, o campeonato é o mais apertado e imprevisível da história. Mesmo com um carro imbatível, corridas não são concursos de velocidade, e a Red Bull ficou, de novo, sem uma dobradinha lógica.

Como esperado, Alonso largou bem e impediu que Vettel e Webber desaparecessem na frente. Na verdade, Vettel desapareceu, mas um Safety Car evitável destruiu a vantagem do alemão. Na relargada, segurou o pelotão, como de costume, e deixou Webber escapar 2.2s apenas na 1ª volta. Na coletiva, disse que estava dormindo, que não fez nada deliberado, mas o fato é que a regra nesse caso é mensurável, uma distância de menos de 10 carros deve ser mantida, e, por uma razão ou outra, não foi. Curiosamente, a regra nasceu de um acidente entre Webber e Vettel no Japão, em 2007.

Frustrado, sem velocidade de reta e num circuito travado, o alemão não conseguiu passar Alonso. Sequer botou de lado. No final, para mostrar o que poderia ter feito, deixou uma distância suficiente para o espanhol e conseguiu a volta mais rápida da prova. Ele não ia deixar Webber com essa glória.

Mas o melhor momento da prova foi o duelo que aconteceu de fato. Schumacher foi duro, foi Schumacher, mas não parece ter a conivência dos fãs dessa vez. Michael disse que deu o lado de fora para Rubens e que o brasileiro que insistiu no erro. Não colou com os comissários e Schumi levou uma punição de 10 posições no grid em Spa. Depois da corrida, Barichello perdeu a chance de valorizar sua própria coragem para dizer que “Schumacher não passa mais”.

10 pontos que podem fazer falta

As McLaren, uma hora ou outra, não teria a sorte que vinha levando nas últimas provas. E, com o acordo de fechar as fábricas nesse mês de folga, tem sua vida complicada.

Hungria – classificação: Só besteira na largada salva

31 jul

E não é que num circuito travado a vantagem da Red Bull foi maior que a do altamente aerodinâmico de Barcelona? A distância já era óbvia desde os treinos, mas se tornou absurda na hora H. A única chance das Ferrari, mesmo que tenham um ritmo de corrida bom, é apostar em mais uma trapalhada de Vettel na largada.

A McLaren parece atrás até da Renault na Hungria, e o 5º lugar de Hamilton é fruto de mais uma atuação daquelas, com a traseira saindo para tudo o quanto é lado. Petrov, numa pista que conhece bem, ficou ela 1ª vez à frente de Kubica – já está melhor que Nelsinho Piquet, que colecionou um 27 x 1 frente a Alonso.

Muitos vão reclamar do tráfego, inclusive Barrichello, atrás do companheiro pela 4ª vez na temporada. E Schumacher, tomou mais de 8 décimos… é esperar por 2011.

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