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Canadá – corrida: “Agora foi pro chamado espaço”

18 jun

O frango do goleiro Green na estreia deve mesmo ter sido duro para os ingleses. Na transmissão da BBC, que não costuma misturar F1 com futebol como por aqui, o narrador Jonathan Legard se adiantou. “Enquanto o goleiro da Inglaterra tenta se recuperar de um erro na Copa, um piloto inglês quer reverter um erro de 2 anos atrás.” Na Globo, Luiz Roberto valoriza a presença de Emerson Fittipaldi como um dos “comissários especiais”.

Na La Sexta, os espanhóis tentam secar um dos que larga à frente de Alonso. “Vettel será prejudicado por largar com os pneus duros. Deve perder 5 metros por isso”, informa o comentarista Jacobo Vega. Eles não são os únicos torcendo por um tropeço das Red Bull. “Não apenas Webber teve problemas, trocaram a embreagem e o volante de Vettel”, diz o comentarista da BBC Martin Brundle, que comenta as mais novas teorias da conspiração, que agora vitimam o australiano líder do campeonato. Teve quem achou a troca de câmbio e a consequente perda de 5 posições no grid estranha. “É mais fácil eles deixarem os 2 baterem de novo que prejudicar um membro da equipe assim”, Brundle encerra a discussão.

É a 2ª corrida em que os líderes andam junto

O acidente de Massa e Liuzzi gera discordâncias entre as transmissões – tanto quanto as cores dos carros e dos capacetes confundem Luiz Roberto. “A corrida dele acabou”, sentencia Legard. “Eles bateram umas 3 vezes!”, se impressiona Brundle. “Acho que Massa destroçou o carro”, acredita Lobato. “Ele pode ter dado muita sorte”, acha Reginaldo Leme, mesmo reconheçendo a dificuldade do pneu aguentar, enquanto o narrador global comemora. “Agora ele não vai parar mais!”

Volta 5 e Webber passa Button, que “deve ter algum problema”, como constata Vega. A Globo perde, mais preocupada com a volta mais rápida de Massa, enquanto os ingleses clamam por um safety car. “Precisa sair agora, porque os pneus da Red Bull estão melhores”, pede Brundle. “Seria a única chance de Felipe”, finalmente Luciano Burti coloca os pingos nos is.

Substituindo Marc Gené, o piloto de testes da Virgin Andy Souseck salva a transmissão da La Sexta e crava: “Olhe os pneus do Hamilton, ele vai parar nesta volta.” Dito e feito. Alonso também pára, ambos saem colados e Lobato vai à loucura. Para os ingleses, outro débito na conta da McLaren. “Lembrem-se como Hamilton ficou bravo em perder uma posição no box na Turquia e aconteceu de novo”, destaca Brundle.

Na volta 10, todos estranham a parada de Kubica, que deveria ir mais longe com os pneus duros. Para Reginaldo, “deve ter tido problema”. Brundle vê a possibilidade de um furo. Todos errados. Era o pneu duro que não aguentara.

Quem também não estava aguentando na pista é Schumacher, que dá um chega pra lá em Kubica. Lobato nem acredita, acha que o Kaiser não viu o polonês. Burti e Brundle não gostam da espremida do alemão. “Ele não desiste! Foi muito maldoso.”

As Red Bull param e dividem a estratégia. Vettel com mole e Webber com duro. A BBC percebe na hora, Burti 2 voltas depois e os espanhóis apenas quando o engenheiro de Alonso o avisa no rádio, 8 voltas depois. E ainda duvidam!

A corrida – finalmente! – acalma, e na BBC a discussão é se teremos 3 paradas; os espanhóis se perguntam se Massa veio para esse final de semana – “assinou o contrato e não tem mais pressão. Está relaxando” – e no Globo a questão é se Schumi está impaciente.

Roda a roda com quem sabe

Hamilton e Alonso emparelhados de novo quando o inglês vai para a segunda parada. Os espanhóis se frustram, queriam ver a ultrapassagem, e Brundle acha cedo. “Se pararem 3 vezes, terão pneus novos?” “Não”, responde o repórter Ted Kravitz. “Mas acabaram de falar pro Hamiton que esse set vai ter que durar, então não vão parar mais.” Espanhóis e ingleses percebem a oportunidade de Alonso retomar a liderança. Na Globo, perdem as paradas dos líderes. Ok, foi difícil.

A discussão passa a ser o que fazer com a estratégia de Webber. Se correr, Hamilton pega, se parar, o pneu mole come. Na análise, graining vira grooving para o narrador da Globo. “Ele tem que parar agora e aguentar a pressão de Vettel”, defende Brundle. “Sua situação não é boa”, diz Reginaldo.

E todos perdem a ultrapassagem de Button em Alonso. Os espanhóis estavam no comercial (de novo!), os brasileiros só percebem 1 volta depois e o ingleses discutiam sobre as equipes novas. Todos começam a amaldiçoar os pneus do líder Hamilton. “Button está chegando e trazendo o melhor amigo de Lewis, Alonso, junto dele”, brinca Brundle. “Alonso está mais lento porque está economizando pneu. Deve ter sido avisado que Hamilton tem problemas”, viaja Lobato. Se alguém tinha pneu, era Button.

Cinco voltas depois, Massa faz uma tentativa frustrada de passar Schumacher e acaba com a asa dianteira quebrada. Luiz Roberto pergunta se não era a hora de Felipe ter mais calma. “Massa bateu em tudo o que podia hoje”, se diverte Vega. Mas a sensação geral é de Schumi, mais uma vez, foi um pouco maldoso. “Estou interessado em ver a reação de Emerson, porque ele é fã do Felipe e do Schumacher”, se intriga Reginaldo. O bicampeão não viu nada de mais. “A corrida de Massa foi para o chamado espaço”, define Luiz Roberto.

Bem diferente da de Hamilton, que ganha a 2ª seguida. “Ele vai querer que sua namorada Nicole venha sempre”, aponta Legard, que soma 56 pontos perdidos por Vettel em quebras e acidentes. Lá da África do Sul, Luiz Roberto lembra os ingleses que nem tudo é festa. “Eles estão certamente mais felizes com Lewis que com Green.” Pelo menos um se redimiu.

Canadá – classificação: “Parece que estão com o mesmo pneu”

17 jun

Os ingleses da BBC começam a transmissão do treino classificatório com uma promessa: “Essa pista faz as coisas acontecerem”, diz o narrador Jonathan Legard. E ele nem sabia que teríamos o sábado mais intrigante da temporada.

Mas imaginava. Ingleses e espanhóis destacam a imprevisibilidade das estratégias, uma vez que o pneu super macio se degradava muito acima da média das outras pistas. “Acho que as equipes vão testar que pneu usar durante a classificação”, apostou o comentarista Martin Brundle. “As equipes têm que levar em conta os safety cars, que sempre saem por aqui”, completou o narrador da La Sexta, Antonio Lobato.

Mas o espanhol estranhou ao ver a Red Bull de pneu mole já no Q1. “Só faz sentido se vão classificar com os duros, mas são os únicos. Surpreende-me”, revela. “Eles vão usar 2 sets de pneus duros domingo, e só têm 4, então precisam economizar”, raciocina Brundle. De fato, com a expectativa de 2, até 3 paradas na corrida, foi a 1ª vez que os grandes tiveram que lidar com o menor número de jogos disponíveis para o final de semana, introduzido nesse ano.

Na La Sexta, não se consegue esquecer a corrida de 2007, que deflagrou os problemas internos da McLaren. “Foi a pior corrida da vida de Alonso. Vejo o Ron Dennis aqui e não posso deixar de lembrar que ele jogou um campeonato no lixo. E que Alonso terminou com o mesmo número de pontos que Hamilton com tudo que passou”, desabafa Lobato, que logo volta ao treino. “Se os grandes têm problemas, imagine como é guiar um carro de uma equipe nova por aqui.” A BBC segue a toada. “Um carro desses sem o pneu funcionando é um grande desafio”, completa Legard.

É o final do Q1 e, na La Sexta, começa a sessão: “ele deve ter tido algum problema”, que acaba com De la Rosa ficando na frente do companheiro Kobayashi.

Pneus, pneus e mais pneus. Esse raspou no muro

No Q2, Brundle se preocupa mais com Webber em 6º do que com Button e Schumacher brigando para ver quem sobra, enquanto Luiz Roberto, estreando nessa temporada como narrador da Globo, comenta sobre a “rampa de lançamento” em forma de zebra. Ele se limita a descrever o que vê (ufa!) e, desde a África do Sul, pede a ajuda de Luciano Burti e Reginaldo Leme, que vê bem o que está por vir. “Schumacher só está em 10º, tomando meio segundo do Rosberg. E isso num circuito em que ele tem 7 vitórias”, diz, enquanto a narração foca em Barrichello e não vê que Massa também corre perigo. “A Mercedes tem que ficar na frentre de uma Force India com motor Mercedes”, observa Legard, na BBC. “A situação de Michael é difícil porque Liuzzi está a 2 décimos dele e a 4 do companheiro. Ou seja, ele tem carro”, calcula Lobato.

E acerta. Luizzi, Button e as Williams melhoram e o heptacampeão cai. “Ele passou reto na chicane na última tentativa. É o que a pressão causa. É seu pior momento no ano”, resume Brundle. “É a Copa mexendo com os corações do mundo inteiro”, explica Luiz Roberto, que avalia: “Foram os carros da Force India que tiraram o Rubinho”. Como se eles já não estivessem milhas à frentre da Williams há tempos.

Hora do Q3 e a expectativa é grande. “Dois décimos cobrindo os 6 melhores. Deverá ser bom”, diz Legard. “Entre Hamilton e Alonso, 69 milésimos”, resume Lobato, antes de começar outra sessão de “ele deve ter tido problema” ao ver Fernando perdendo no 3º setor, sem imaginar que talvez seu piloto preservasse os pneus, pois faria apenas uma tentativa. “Hamilton está fazendo tudo certo para cravar essa pole”, acerta Reginaldo.

A estratégia é o assunto na BBC e passa despercebida, mesmo com a tentativa de Burti de elucidar a situação, na Globo. “A McLaren deve pensar: ‘vamos começar no pneu que esfarela, nos livrar logo dele e esperar um safety car”, imagina Brundle, que acredita que a Red Bull tenha acertado na estratégia. “Só as McLaren fizeram 2 tentativas”, diz. “Muitos pilotos têm várias voltas no mesmo pneu. Vão sofrer amanhã”, prevê o comentarista espanhol Jacobo Vega.

Enfim, a pole é de Hamilton. “Acabou o monopólio”, anuncia Lobato. “Por 15 milésimos Fernando não sai na zona limpa, mas cuidado porque Hamilton é um dos maiores devoradores de pneus”, avisa.

Enquanto isso, o inglês segue desfilando com o motor desligado para economizar combustível. Os espanhóis adoram a cena. “Me dá a impressão que deram uma volta a mais que o previsto. Que insólito”, se diverte Lobato. Mas o ingleses se preocupam. “A FIA não vai gostar disso”, diz Brundle.

Hora de tirar conclusões e brasileiros e ingleses estão impressionados com o rendimento das Red Bull de pneu duro. “Parece, pelos tempos, que estão todos no mesmo pneu”, crava Brundle, que, enfim, elogia Liuzzi, uma das vítimas preferidas dos ingleses – de olho em uma vaga para Paul Di Resta: “Performance para salvar a carreira. Parabéns para ele.”

Por que a cara feia de Alonso?

16 jun

Foi impossível ignorar o mal humor do espanhol no pódio. É como ele reage quando sabe que perdeu uma oportunidade. Diferente da Turquia, quando aparentava apenas resignação ao ser eliminado no Q2, pois sabia que tirara tudo do carro, tinha, após o GP do Canadá, a certeza de que ganharia não fosse a falta de sorte e/ou o mal manejo com os carros mais lentos.

Foi uma típica corrida em que Alonso costuma se dar bem: às vezes era necessária paciência, às vezes agressão pura. Além disso, foi a 1ª vez desde o Bahrein que a Ferrari lutou, de fato, pela vitória. Andando no ritmo das McLaren, parou junto com Hamilton na volta 8 e, graças a um pitstop 1.5s mais rápido, tomou a posição. No entanto, ao tentar passar Buemi, perdeu para o inglês. Tivesse esperado o suíço entrar no box, no final daquela volta, permaneceria na frente.

Semblante bem diferente da alegria do Bahrein

Mas Alonso encostou em Hamilton novamente no final daquele stint, mostrando que trabalhou melhor seus pneus, e ultrapassava o rival quando este fez sua parada. Fez, então, uma volta 1.5s mais rápida que Hamilton e certamente voltaria na frente do campeão de 2008. Na volta em que entraria nos pits, encontrou Trulli, que o fez perder 2.5s e a liderança. O que parecia um sólido 2º lugar se tornou uma vaguinha no pódio depois que outro retardatário, Chandhok, o atrapalhou e permitiu a ultrapassagem de Button.

São muitos “se”, claro. Mas, tivesse saído na frente de Hamilton no 2º pitstop, com o ritmo que vinha apresentando quando tinha caminho livre, é seguro afirmar que Alonso perdeu uma ótima oportunidade de voltar à liderança do campeonato – ao invés de ficar a 15 pontos do líder – com um carro que oscila entre a 3ª e a 5ª força, dependendo da pista. Ele tem motivos de sobra para fechar a cara.

Alonso x Massa: nem com os pneus preferidos

16 jun
Felipe Massa Fernando Alonso
Posição na classificação
Tempo da Classificação (Q3) 1′15.688 (+0.253) 1′15.435
Posição na corrida 15º
Volta média na corrida 1′22.550 (+1.941) 1′20.610
Voltas 69/70 70/70
Pit stops 4 2

Confira a corrida de Massa e Alonso volta a volta

Finalmente vimos Alonso e Hamilton roda a roda novamente, justamente na pista em que, em 2007, os problemas internos da McLaren se tornaram impossíveis de ignorar. O espanhol andou no ritmo do inglês a corrida toda, mas três momentos com retardatários arruinaram suas chances de vitória– e de tomar a liderança do campeonato.

Primeiro, na tentativa de passar Buemi pela liderança, perdeu tração na saída da L’Epingle e facilitou para Hamilton. Depois, quando voava para retomar a liderança nos boxes, encontrou uma Lotus e perdeu tempo. E, nas últimas voltas, pegou Chandhok numa saída de curva e, novamente, perdeu tração e permitiu a ultrapassagem de Button. Aliás, ninguém passa mais facilmente que esses 2 prateados!

Massa e Liuzzi pareciam ligados por algum ímã

Interessante é que o mesmo carro que chegou 1min atrás na Turquia andou de igual para igual no Canadá – com os pneus com que se dá melhor e mais curvas de baixa. Pelo ritmo, Massa andaria na toada das Red Bull, mas o acidente na largada o fez ter um trabalho de recuperação, no qual não é particularmente especialista.

Dá para notar nos gráficos que o ritmo de Felipe caiu mais drasticamente que o de Alonso nas voltas de antecedem as paradas, o que sugere problemas em cuidar da durabilidade dos pneus. Das 69 voltas que completou (chegou 1 atrás), foi melhor em 22, mas a diferença chegou a 1s em três fases da prova, o que pode ser atenuado pelo tráfego e pelas estratégias diferentes. Mas é impossível negar que Massa foi dominado pelo companheiro mesmo usando seus compostos “favoritos”: médio e super macio.

Vettel x Webber: problemas adiam o confronto direto

16 jun
Sebastian Vettel Mark Webber
Posição na classificação
Tempo da Classificação (Q3) 1′15.420 (+0.047) 1′15.373
Posição na corrida
Volta média na corrida 1′21.018 (-0.021) 1′21.039
Voltas 70/70 70/70
Pit stops 2 2

Confira a corrida de Vettel e Webber volta a volta

Os tempos de volta sugerem uma disputa que volta a ser equilibrada depois do “apagão” de Vettel de Barcelona para cá. Mas escondem um final de semana difícil para ambos, que tiveram que lidar com as deficiências do motor Renault e a falta de confiabilidade de seus carros.

Webber perdeu 5 posições no grid porque a equipe encontrou detritos no óleo, que indicaram que o câmbio quebraria durante a corrida. Vettel trocou o volante e a embreagem antes da largada e teve um problema no GP, não clarificado pela equipe, possivelmente no motor.

Vettel já perdeu 56 pontos em quebras e acidentes

Como se a corrida deles já não estivesse comprometida pela estratégia. Webber se beneficiou do acidente de Massa e Liuzzi e passou Button logo nas primeiras voltas. Seu ritmo era melhor que os líderes, mas os pneus duros perderam rendimento de forma dramática e os pilotos da Red Bull começaram a tomar 1s de Hamilton, Button e Alonso já na 9ª volta e tiveram que parar.

Aí surgiu um problema: faltando 60 voltas, como usar o pneu mole, que durava menos de 10 voltas, e ainda andar mais rápido que a Ferrari e as McLaren, que já tinham se livrado do composto? A equipe tentou dividir as estratégias, colocando os super macios em Vettel e os médios em Webber, mas a vitória já tinha escapado.

A questão passou a ser interna: se Webber tivesse entrado para a 2ª parada antes, voltaria à frente de Vettel. Mas com o pneu mole e mais de 30 voltas por fazer. Ou seja, seria pressionado pelo companheiro. Talvez com a batida da Turquia fresca na memória, decidiram esperar que os pneus duros de Webber não aguentassem para que o australiano voltasse confortavelmente atrás do companheiro.

Button x Hamilton: estratégia de risco garante dobradinha

16 jun
Jenson Button Lewis Hamilton
Posição na classificação
Tempo da Classificação (Q3) 1′15.520 (+0.415) 1′15.105
Posição na corrida
Volta média na corrida 1′20.510 (+0.032) 1′20.478
Voltas 70/70 70/70
Pit stops 2 2

Confira como foi a corrida de Button e Hamilton volta a volta

Button foi arrasado pelo companheiro por toda a classificação. Um Jenson corrigindo o carro não é um Jenson feliz, e é isso que vimos no sábado. Por pouco não cai no Q2 e leva 4 décimos no Q3.

A história não se repetiu no domingo. O atual campeão mundial foi muito sábio ao não lutar com Webber no começo da corrida e preservar seu equipamento para levar a melhor em cima de Alonso quando o espanhol se atrapalhou no tráfego.

Nada das caras emburradas da Turquia

Mas isso não foi suficiente para superar Hamilton, que correu sempre com a ‘companhia’ de Alonso, fez os pneus sobreviverem e ainda andou melhor que o companheiro – mesmo que pouco – na média. Essa diferença de tempos foi grande enquanto os 2 estiveram com pneus moles, mas Button deu o troco depois da 1ª parada e, depois da 2ª, a disputa foi equilibrada.

Mas a dobradinha só foi possível graças a uma aposta arriscada. A forte degradação dos pneus duros na Red Bull entregou a corrida para a McLaren, cuja estratégia de largar com os moles dependia de um Safety Car – que, surpreeendemente, não veio. O time ainda teve sorte quando, na 2ª parada, Alonso tomaria a liderança caso não fosse atrapalhado por Trulli.

Rosberg x Schumacher: dia para esquecer

14 jun
Michael Schumacher Nico Rosberg
Posição na classificação 13º 10º
Tempo da Classificação (Q2) 1′16.492 (+0.491) 1′16.001
Posição na corrida 11º
Volta média na corrida 1′22.388 (+1.108) 1′21.279
Voltas completadas 69/70 70/70
Pit stops 3 2

Confira a corrida de Schumacher e Rosberg volta a volta

Nico Rosberg foi bastante atrapalhado pela confusão na largarda e caiu para 13º. Ter escolhido a estratégia vencedora – fazer um stint curto com os pneus moles (ele parou  na volta 5) e dois com duros – o fez ganhar várias posições e chegar em 6º.

Só a seleção alemã para dar alegria

Schumacher, por outro lado, teve um dia difícil. Largou com pneus duros em 13º, se deu bem na largada, passando na 1º volta em 8º. Mas a equipe não o ajudou, deixando-o com os pneus moles por 37 voltas. Sem tração, começou a defender as posições no melhor estilo Schumi, no limite. Jogou Kubica pra fora da pista, freou cedo para se defender de Massa e cortou a chicane para se manter à frente de Liuzzi.

Mas em momento algum foi páreo para seu companheiro. A média de tempo de volta na corrida é camuflada pela diferença na estratégia, mas mesmo quando tinha pneus duros novos e Nico, os mesmos, mas usados, era 1s mais lento que o companheiro.

Canadá: curiosidades e estatísticas

14 jun

-   Hamilton é o 5º piloto a liderar a campeonato, algo inédito na história.

-   Desde o GP dos Estados Unidos de 1991, não tínhamos 3 campeões do mundo no pódio. 4 títulos estavam reunidos entre Hamilton, Button e Alonso. Há 19 anos, eram 8 entre Senna, Prost e Piquet.

Pódio recheado de campeões mundiais

-   Barrichello alcançou outra marca de longevidade: ele chegou às 15.010 voltas completadas.

-   E Schumacher igualou os 256 GPs de Ricardo Patrese e só está atrás de Barrichello. Ele completou 14.352 voltas no total, média de 56,06 por corrida, contra 51,4 de Rubinho.

Massa não pontuou pela 1ª vez no ano

Posição média de chegada

Soma das posições finais dividida pela provas até agora, descontados os abandonos.

Piloto Posição Média
1 Sebastian Vettel 3.33
2 Jenson Button 3.71
3 Mark Webber 4.63
4 Lewis Hamilton 4.75
5 Fernando Alonso 5.13
6 Robert Kubica 5.75
7 Nico Rosberg 5.88
8 Felipe Massa 6.63
9 Michael Schumacher 8.14
10 Adrian Sutil 8.86

Mais uma vez fica claro o prejuízo de Vettel pelos abandonos na Turquia e Austrália.

Pódios em 2010

Piloto Pódios
Mark Webber 4
Lewis Hamilton 4
Jenson Button 4
Sebastian Vettel 3
Fernando Alonso 3
Felipe Massa 2
Nico Rosberg 2
Robert Kubica 2

Não coincidentemente, os 5 primeiros no campeonato são os que mais frequentaram o pódio.

Canadá: voltas mais rápidas

13 jun

Dessa vez, as voltas mais rápidas não são muito conclusivas. São fruto das diferentes estratégias, levando-se em conta que os 4 primeiros estavam com pneus bastante desgastados no final da prova, quando os carros estão mais leves e, consequentemente, as voltas mais rápidas são tradição. Kubica 8 décimos melhor que Hamilton não é a realidade.

1 Robert Kubica Renault 1′16.972
2 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1′17.806 0.834
3 Nico Rosberg Mercedes 1′17.832 0.860
4 Jenson Button McLaren-Mercedes 1′18.144 1.172
5 Mark Webber Red Bull-Renault 1′18.148 1.176
6 Fernando Alonso Ferrari 1′18.207 1.235
7 Felipe Massa Ferrari 1′18.325 1.353
8 Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1′18.417 1.445
9 Nico Hülkenberg Williams-Cosworth 1′18.912 1.940
10 Rubens Barrichello Williams-Cosworth 1′19.175 2.203

Foi a 1ª volta mais rápida da carreira de Kubica!

10 Voltas mais rápidas

Piloto Tempo Volta
1 Robert Kubica 76.972 67
2 Robert Kubica 77.178 62
3 Robert Kubica 77.586 63
4 Robert Kubica 77.606 61
5 Robert Kubica 77.704 68
6 Lewis Hamilton 77.806 62
7 Nico Rosberg 77.832 68
8 Robert Kubica 77.833 69
9 Lewis Hamilton 77.989 63
10 Nico Rosberg 77.994 67

Nada menos que as 5 voltas mais rápidas são de Kubica. Hamilton fez 4 voltas rápidas, da 61 à 64, para mostrar a Button, que acabara de passar Alonso, que tinha cartas na manga. Button, aliás, só tem a 14ª melhor volta, Alonso, a 20ª, e Massa, a 24ª. E Rosberg mostrou que a Mercedes tinha ritmo, mas correr no meio-campo, como dizem os ingleses, lá pela metade do grid, é uma loteria.

Quem acabou penalizado foi Massa

13 jun

Os comissários tiveram bastante trabalho depois da corrida e tomaram decisões brandas, como é a regra desse campeonato que tem, pela 1ª vez, ex-pilotos decidindo sobre punições. Nesse GP do Canadá, quem ajudou os comissários foi o bicampeão Emerson Fittipaldi. Essas foram suas determinações após a prova:

- Schumacher x Massa: o lance foi considerado acidente normal de corrida e Massa tomou uma punição de 20s por ultrapassar a velocidade nos pits em sua última parada, justamente aquela em que trocou a asa dianteira avariada por seu ex-companheiro.

- Kubica x Sutil: Kubica foi somente repreendido por cortar a frentre de Sutil para entrar nos boxes.

- Alguersuari x Barrichello: essa não apareceu na TV, mas o espanhol também foi repreendido por causar uma colisão que fez Rubens trocar sua asa dianteira.

Mas a verdade é que ninguém sabe ao certo com quantas reprimendas se faz um crime!

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