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Bélgica – corrida: “Mais uma Vettelada”

3 set

Por mais que Hamilton faça um campeonato impecável e Webber finalmente se encontre com a sorte, para a Globo só existe Fernando Alonso, 5º no campeonato. Torcer é o que fazemos em casa, portanto minha sugestão para Reginaldo Leme e Galvão Bueno – Burti escapa, foi quase triturado pelo narrador quando disse que o chamado ‘unsafe release’ no box não era culpa do piloto – é essa: da próxima vez, fiquem em casa.

Até porque, o que eles poderiam ver desde a cabine, não viram – ou fingiram que não viram. Massa posicionou seu carro bem à frente de sua “vaga” na largada e, na La Sexta e na BBC, esperavam uma punição que não veio. Mas ninguém disse que o brasileiro era mau caráter por isso.

Preferiram discutir o clima. Os ingleses se divertiam, lembrando que só faltou neve no final de semana, enquanto os espanhóis faziam a dança da chuva, com Alonso apostando num acerto de molhado, Alguersuari pedindo água e De La Rosa largando em último. “Se  preparem para sofrer”, narrador Antonio Lobato adivinhou o que viria a seguir.

Galvão Bueno leva um chega pra lá de Luciano Burti mesmo antes da largada. “Rubinho pode se dar bem largando de pneu duro, não?”, pergunta, para ouvir um seco: “Se chover não vai fazer diferença”.

Burti não sabia que não choveria pra valer no começo, e os pneus duros ajudariam, tivesse Rubinho sobrevivido à 1ª volta. “Alonso era um dos únicos que estava fazendo a curva direito, mas Rubens perdeu o controle. É extraordinário que a Ferrari tenha aguentado. Ficaria surpreso se Barrichello fosse punido”, afirma o comentarista da BBC, Martin Brundle.

Mesmo para a surpresa de Brundle, o incidente é investigado. “Vão acabar punindo a Ferrari por ter um carro forte demais”, brincam os espanhóis, um tanto mordidos com os comissários nesta temporada.

Se a inimiga da pátria alonsista é a FIA, os brasileiros têm o seu algoz. “Dos 5 candidatos ao título, Alonso é o que menos merece por causa daquela jogada anti-desportiva”, diz Reginaldo Leme. “Só ali foram 14 pontos”, Galvão completa com sua matemática particular, comparando ao futebol quando há jogo entre líder e vice-líder no campeonato, por exemplo. O problema é que, nesse caso, entre Alonso e Massa simplesmente não há confronto direto…

O foco dos ataques rapidamente muda quando Vettel acerta Button. “É uma batida que complica o campeonato dos dois numa manobra que chega a ser grotesca”, define Galvão. Lobato também não perdoa. “Mais uma Vettelada”. Os comentaristas pegam bem mais leve. “Foi estranho. Parece que ele perdeu carga aerodinâmica de uma hora pra outra. Pode ser que esteja molhado”, aponta Marc Gené. “Não merece punição”, Lobato volta atrás.

Nas voltas anteriores, Gené e Brundle tocaram num ponto ignorado pela transmissão brasileira. Nas retas, Vettel chegava no limitador, ou seja, sua última marcha era mais curta que a de Button e, se não arriscasse na última freada, não o passaria nunca. “O vácuo não serve para nada assim”, definiu o inglês, que ficou em cima do muro sobre uma punição. “Button vai ficar bravo porque não fez nada de errado e Vettel parece que achou estar mais longe da área de frenagem do que realmente estava e perdeu aderência.” Um erro, nada de “grotesco”.

O ex-piloto inglês entra num ponto que gerou muita discussão depois da prova. “Red Bull e McLaren agora vão ter que escolher que pilotos apoiam pelo campeonato.”

Enquanto isso, Vettel continua sua sina. Segundo o repórter da BBC, Ted Kravitz, os mecânicos da McLaren saíram da garagem fazendo gestos pouco elogiosos ao alemão quando este pagava sua punição. “Está mostrando cada vez mais que a cabeça não acompanha o talento”, define Galvão. “O comissário convidado hoje é Mansell, aquele mesmo da punição insolente a Alonso em Silverstone. E ele é britânico…”, Lobato suspeita que o drive through tenha mais a ver com quem saiu da prova.

Quando Alonso passa Liuzzi jogando-o para fora da pista, na volta 16, Brundle dá uma breve aula de limites na F1. “Alguns podem perguntar qual a diferença para a manobra de Schumacher na Hungria. Quem está trajetória tem o direito de mantê-la. Nesse caso, é o outro piloto que decide se sai da pista ou freia.”

Vettel tenta repetir o espanhol, mas bate em Liuzzi. “Foi culpa dele de novo ou estou sendo duro?”, pergunta o narrador da BBC, Jonathan Legard. “Essa impetuosidade já lhe tirou o campeonato do ano passado. Ele tem que controlar isso”, Brundle analisa, sem ofender.

A chuva finalmente chega no final, premiando a estratégia de Ross Brawn de manter o pilotos na pista – com pneus duros, como Rubinho havia previsto. Os líderes decidem dar uma volta a mais na pista molhada e a vitória certa de Hamilton quase para na brita. “Eles estão de pneus duros, que perdem a temperatura rápido. Guiar assim é pior que no gelo”, compara Gené. “Eles respeitaram as decisões dos engenheiros e arriscaram demais”, salienta Reginaldo.

Uma hora eles aprendem

Quem arriscou pra valer, e se deu mal, foi Alonso. “Chuva é assim. Pode lhe dar e tirar coisas. Que balde de água fria para as aspirações ao título”, reage Lobato. “O Safety Car vai ajudar quem está de intermediários, porque está chovendo mais agora”, Brundle assiste ao replay do acidente. “Foi a mesma coisa que eu fiz na McLaren anos atrás. Essa grama artificial escorrega muito.”

Enquanto espanhóis e ingleses clamam pela relargada, Galvão reclama dos retardatários à frente de Massa, sendo que isso aconteceu com outros pilotos várias vezes na temporada e ele, é claro, não notou. De nada adiantaria, o brasileiro demorou mais de uma volta para se livrar do tráfego, estava mais preocupado em não ser atacado que em atacar. Se estivéssemos assistindo a La Sexta, curiosamente, saberíamos por que. “Vamos ver como Felipe anda com o acerto de seco que tem e a famosa inabilidade na chuva”, diz Lobato.

Inútil esperar esse tipo de informação, mesmo que seja a respeito dos brasileiros, na transmissão da Globo, chegada a um ataque, a uma deturpação – aquela de que o Alonso disse ter 50% de chance de ser campeão em comparação aos outros foi forte! – e a impagáveis trocas. Nesse GP, Hamilton virou Alonso, Buemi virou Webber, Alguersuari virou Alguersueri (essa já é clássica) e Petrov virou Petkovic…

Voltando à pista, nada mais acontece, além de Rosberg se livrar de 2 carros no 1º setor depois do reinício da corrida – um deles, Schumacher.

Hora dos destaques. Para Reginaldo Leme, Hamilton (que depois de ser malhado por cada marcha que trocava nos tempos de rivalidade com Massa virou o queridinho da emissora), Kubica, Sutil e… Massa. Para a La Sexta, o piloto da Force India mostra que é bom de água (mas ele não ficou em 5º a corrida toda, no seco?), e Kubica ganha destaque – “na verdade, a Renault melhorou muito, Petrov largou em 23º e chegou em 9º”, lembra Lobato. Para Brundle, na BBC, “Hamilton está guiando melhor que no ano em que foi campeão e, quando a situação do clima aperta, a McLaren sempre toma as decisões certas. Eles tinham a dobradinha até a batida de Button.”

O comentarista também duvida que a Red Bull tenha mantido as asas da Hungria. “Eles não ganharam tanto quanto se imaginava no 2º setor. Quem apostaria que eles seriam o 3º carro mais rápido em Spa?”. E quem diria que a Ferrari seria o 4º?

A largada resumiu a prova de Massa

2 set

Felipe Massa quase jogou fora mais uma prova burocrática, em que levou o carro para casa. Parece que estava com pressa, pois parou, segundo o relato de Martin Brundle na BBC e de Antonio Lobato na La Sexta, uns bons 2m à frente da marca na largada. Nas duas transmissões, não souberam explicar por que o brasileiro não foi punido.

Parece que não adiantou muito. Serviu para passar Webber e Button na largada, mas, após escapar na última curva na 1ª volta, Massa voltou ao mesmo posto.

Não foi apenas na largada que o desempenho de Massa foi decepcionante. Sabendo, depois do 3º treino livre, que não tinha condições de competir com Red Bull e McLaren, Alonso apostou num acerto de chuva. Massa escolheu o caminho inverso: em alguns blogs ingleses, brincavam que ele estava com a asa de Monza, de tão baixa. Isso, além de sua famosa inabilidade no molhado, explica a perda das 2 posições ao ver os primeiros pingos, assim como a “cautela” na 2ª relargada, demorando mais de uma volta para se livrar de retardatários.

No gráfico comparativo volta a volta (confira aqui), no período de seco, as voltas dele e de Alonso, que vinha abrindo caminho pelo pelotão, se equivalem, e o espanhol (linha mais escura) é bem mais consistente.

Rosberg x Schumacher: brigas por todo o final de semana

2 set
Michael Schumacher Nico Rosberg
Posição na classificação 21º 14º
Tempo da Classificação (Q2) 1′47.874 (-0.011) 1′47.885
Posição na corrida
Tempo médio de volta 2′01.814 (+0.072) 2′01.742
Voltas 44/44 44/44
Pit stops 1 1

Confira a corrida de Michael e Nico volta a volta

Os sobreviventes de Spa podem ter sido Hamilton e Webber, mas, como equipe, ninguém superou a Mercedes. Os alemães saíram das piores posições no grid do ano – 21º e 14º – para somar 14 pontos. Isso devido a duas grandes largadas e à leitura correta do clima: ambos os pilotos começaram com pneus duros e só pararam quando a chuva apertou, nas voltas finais.

Schumacher largou da 2ª pior posição da carreira depois de receber uma punição de 10 posições pelo acidente com Barrichello na Hungria. Sentiu que poderia ir além do 21º posto, não fosse atrapalhado por Rosberg (de fato, ficou a menos de 0.050s disso). Em 12º logo na 3ª volta, passou Rosberg na pista e lucrou com as paradas dos demais.

Já Nico saiu de 16º após uma punição por troca de câmbio e chegou a 8º na primeira volta, mas logo foi ultrapassado por Luizzi. Ao defender-se do ataque de Petrov, foi ultrapassado pelo russo e por Schumacher e teve sorte de não perder a asa dianteira. Correu atrás do companheiro até que os dois pararam, na volta 34, e teve que esperar Michael trocar os pneus, no que perdeu quase 5s e 2 posições – para Kobayashi e Alonso. Na relargada após a batida do espanhol, ganhou as posições do japonês e deu o troco em Schumacher.

Petrov x Kubica: o grande salto da Renault

1 set
Robert Kubica Vitaly Petrov
Posição na classificação 23º
Tempo da Classificação - -
Posição na corrida
Tempo médio de volta 2′01.540 (-0.463) 2′02.003
Voltas 44/44 44/44
Pit stops 2 2

Confira a corrida de Vitaly e Robert volta a volta

A Renault adotou a estratégia de só lançar mão do duto aerodinâmico na Bélgica e trouxe uma solução bastante avançada, que fez de um carro com o mesmo motor das Red Bull bom de reta.

A rodada de Petrov logo no início da classificação dificultou a vida do russo, que ganhou tantas posições quanto Schumacher na corrida, saindo de 23º para chegar em 9º. Foi quem mais ultrapassou na largada: 8 pilotos. Uma bela manobra em Rosberg o deixou em condições de ser 6º, mas o fato de ter começado com pneus macios o atrapalhou quando a chuva chegou e Petrov teve que fazer um pit stop a mais.

Kubica não estava feliz com a 3ª posição do grid, já que não fez a 2ª tentativa no Q3 devido a um problema de combustível. Lucrou com a má largada de Webber e, depois de um 2 erros na relargada (na Les Combes e na Eau Rouge), perdeu posições para Button e Vettel, mas, quando ambos bateram, retornou ao 2º posto.

Em momento algum andou perto de Hamilton, tampouco sofreu muita pressão de Webber – somente quando saiu do box com pneus frios na 1ª parada. Quando parou para colocar intermadiários, disse ter se atrapalhado com as regulagens que fazia no volante e errou o lugar do pit. Esse engano, sim, o fez perder definitivamente a posição para Webber.

Di Grassi x Glock: lá atrás é terra de ninguém

1 set
Timo Glock Lucas Di Grassi
Posição na classificação 20º 22º
Tempo da Classificação (Q1) 2′01.316 (-16.838) 2′18.154
Posição na corrida 18º 17º
Tempo médio de volta 2′05.402 (+0.139) 2′05.263
Voltas 43/44 43/44
Pit stops

Confira a corrida de Lucas e Timo volta a volta

Uma corrida acidentada é ainda pior no fundo do pelotão. Ao desviar da colisão entre Barrichello e Alonso Timo Glock bateu na placa de 50m e quebrou a asa dianteira. Cometeu o erro de outros 4 pilotos de colocar intermediários ao final da 1ª volta. Antes do 2º Safety Car, apostou nos pneus de chuva pesada e se deu mal.

A classificação de Lucas Di Grassi acabou antes da 1ª volta, quando um toque com Trulli danificou seu carro. Num sábado de punições, largou em 22º. Como de costume, passou bem pelo drama da última curva e ganhou 5 posições na 1ª volta. Depois, foi perdendo para os carros mais rápidos: Kobayashi, De la Rosa, Alonso, Alguersuari e Buemi e passou o restante da prova logo à frente do companheiro. Foi um dos que acertou na estratégia, largando com duros e parando apenas uma vez, para colocar intermediários na volta 33.

No final, ficou na bronca com Kovalainen, afirmando que o finlandês cortou a chicane para permanecer à frente dele. Mas os comissários nem chegaram a investigar o caso. Na briga de foice pelo 10º lugar – e muito dinheiro – no mundial de construtores, a ultrapassagem de Kovalainen em Lucas na volta 39 valeu um 16º posto para a Lotus.

Bélgica: estatísticas e curiosidades

31 ago

A Bélgica foi o palco da 3ª vitória e da 3ª volta mais rápida de Lewis Hamilton no ano. Mas não foi o que se pode chamar de uma vitória típica do inglês: apenas pela 2ª vez, ele liderou todas as voltas – algo que só havia acontecido na Hungria em 2007. Fazer a volta mais rápida também não é de praxe para o piloto da McLaren: é apenas a 6ª da carreira. Hamilton se igualou em número de vitórias a Jack Brabham, Graham Hill e Emerson Fittipaldi.

Voltas mais rápidas em 2010

Piloto Voltas mais rápidas
Sebastian Vettel 3
Lewis Hamilton 3
Mark Webber 2
Fernando Alonso 2
Jenson Button 1
Robert Kubica 1
Vitaly Petrov 1

Mesmo num ano de domínio da Red Bull, Spa continua sendo lugar de gente grande. Depois da corrida maluca de 1998, que marcou a 1ª vitória da Jordan, apenas Ferrari e McLaren triunfaram na pista, que teve Hamilton como vencedor – pelo menos na prática – pela 2ª vez (Massa herdou a vitória em 2008 por decisão dos comissários após a prova).

Com a batida de Alonso, foi a 1ª vez no ano que a Ferrari não teve ambos os carros classificados. Pensando em termos de confiabilidade – ainda mais depois da pancada que o espanhol levou de Barrichello – ninguém pode reclamar do F10.

Voltas completadas em 2010

Pos Piloto Voltas
1 Felipe Massa 780
2 Fernando Alonso 772
3 Lewis Hamilton 732
3 Mark Webber 732
5 Michael Schumacher 731
6 Sebastian Vettel 728
7 Nico Rosberg 724
8 Jaime Alguersuari 701
9 Robert Kubica 700
10 Rubens Barrichello 683
11 Jenson Button 675
12 Adrian Sutil 674
12 Vitantonio Liuzzi 674
14 Vitaly Petrov 662
15 Nico Hülkenberg 629
16 Heikki Kovalainen 588
17 Sebastien Buemi 570
18 Jarno Trulli 547
19 Timo Glock 527
20 Lucas di Grassi 520
21 Pedro de la Rosa 485
22 Karun Chandhok 479
23 Kamui Kobayashi 457
24 Bruno Senna 434
25 Sakon Yamamoto 177

Enquanto o caçula Jaime Alguersuari teve sua melhor posição no grid da carreira, 11º, o vovô (com todo respeito) da turma, Michael Schumacher, largou da 2ª pior posição de sua história, 21º.

Posição média de chegada em 2010

Pos Piloto Posição média
1 Mark Webber 3.92
2 Lewis Hamilton 3.92
3 Jenson Button 4.18
4 Sebastian Vettel 4.45
5 Fernando Alonso 5.50
6 Robert Kubica 5.55
7 Nico Rosberg 6.17
8 Felipe Massa 6.85
9 Adrian Sutil 8.91
10 Kamui Kobayashi 9.00

Asas – ainda – flexíveis

31 ago

Assistindo ao acidente entre Vettel e Button, fiquei impressionada com a quantidade de movimentos que a asa dianteira faz, aparentemente em resposta ao vácuo da McLaren.

É só observar as extremidades da asa. Elas “envergam” de um lado pro outro, dependendo de onde vem o ar.

Será que isso ajudou na batida? Será que as asas flexíveis tornam o carro instável quando persegue outro?

E, quanto mais assisto, maior minha convicção de que isto é tão “incidente de corrida” quanto o de Barrichello e Alonso. Os dois estavam tentando ultrapassar e erraram o cálculo. É crime? Porém, Vettel acertou um inglês…

Quantos motores foram usados após Spa

30 ago
Piloto Motores usados
01 Jenson Button 6
02 Lewis Hamilton 6
03 Michael Schumacher 6
04 Nico Rosberg 6
05 Sebastian Vettel 6
06 Mark Webber 6
07 Felipe Massa 7
08 Fernando Alonso 7
09 Rubens Barrichello 6
10 Nico Hülkenberg 6
11 Robert Kubica 5
12 Vitaly Pertrov 5
14 Adrian Sutil 6
15 Vitantonio Liuzzi 6
16 Sébastien Buemi 6
17 Jaime Alguersuari 6
18 Jarno Trulli 6
19 Heikki Kovalainen 6
20 Karun Chandhok 6
21 Bruno Senna 6
22 Pedro De La Rosa 9
23 Kamui Kobayashi 6
24 Timo Glock 6
25 Lucas Di Grassi 6

Era esperado que todo mundo usasse motor novo para Spa e Monza, inclusive as Ferrari, que estão em situação delicada – tinham 2 propulsores novos para 6 corridas, lembrando que eles podem reutilizar os antigos.

O interessante é que 3 motores Renault não foram substituídos desde a Hungria – de Kubica, que andou muito de reta com seu F-duct, Petrov e Vettel –, o que sugere que os franceses não perdem muita potência com o uso. Por outro lado, isso pode ser uma vantagem para Vettel, principalmente frente a Webber, em Monza, quando seguramente o alemão estreia novo propulsor.

De la Rosa já pode ir se acostumando com o final do grid. O espanhol usou 2 motores no final de semana da Bélgica e já está em seu 9º. Tomou a primeira punição de 10 posições no grid em Spa e tomará outras a cada motor que usar até o final da temporada. Só para constar, é um motor Ferrari.

Spa: sem surpresas nas voltas mais rápidas

29 ago
Pos Piloto Carrro Tempo Diferença
1 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1′49.069  
2 Mark Webber Red Bull-Renault 1′49.395 0.326
3 Robert Kubica Renault 1′49.807 0.738
4 Felipe Massa Ferrari 1′50.111 1.042
5 Adrian Sutil Force India-Mercedes 1′50.477 1.408
6 Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1′50.868 1.799
7 Vitaly Petrov Renault 1′51.175 2.106
8 Fernando Alonso Ferrari 1′51.374 2.305
9 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1′51.576 2.507
10 Nico Rosberg Mercedes 1′51.688 2.619
11 Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 1′51.749 2.680
12 Nico Hülkenberg Williams-Cosworth 1′51.864 2.795
13 Michael Schumacher Mercedes 1′51.914 2.845
14 Vitantonio Liuzzi Force India-Mercedes 1′52.267 3.198
15 Pedro de la Rosa Sauber-Ferrari 1′52.537 3.468
16 Jenson Button McLaren-Mercedes 1′52.879 3.810
17 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari 1′52.966 3.897
18 Jarno Trulli Lotus-Cosworth 1′55.103 6.034
19 Timo Glock Virgin-Cosworth 1′55.268 6.199
20 Sakon Yamamoto HRT-Cosworth 1′55.484 6.415
21 Lucas di Grassi Virgin-Cosworth 1′55.705 6.636
22 Heikki Kovalainen Lotus-Cosworth 1′55.797 6.728
23 Bruno Senna HRT-Cosworth 2′16.767 27.698

Um retrato do que poderia ter sido para Vettel em, em menor escala, para Alonso num dia em que ter o pneu certo na hora certa fez a diferença nos tempos de volta. Na outra ponta, a diferença de 6s – muito reflexo de um circuito de 7km – é assustadora. Mostra o quanto é difícil correr de igual para igual na F1.

Campeonato após Spa – pontuação antiga e atual

29 ago
Pos Piloto antiga atual
Hamilton 75 182
Webber 73 179
Vettel 61 151
Button 59 147
Alonso 57 141
Massa 44 109
Kubica 41 104
Rosberg 39 102
Schumacher 15 45
10º Sutil 15 44

Fica claro que o novo sistema de pontuação dá mais emoção ao campeonato. Antes, quem vinha acompanhando ambas as pontuações via que aquela história de valorizar a vitória não ocorreu na prática. A diferença é que, na realidade, menos pontos separam Hamilton e Webber hoje do que os separariam caso o sistema fosse mantido, já que mais pontos são distribuídos. Um simples 2º e 3º, com Webber à frente, devolve a liderança ao australiano, que ganhou um grande favor de Vettel hoje. A campanha de Alonso, a 18 pontos do líder pela pontuação antiga, lembra muito Raikkonen em 2007. A diferença é que Hamilton amadureceu muito e não deve cometer os mesmos erros.

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