Bacana a chamada para a temporada de F1 2011 na TV alemã RTL. Qualquer fã da categoria já identifica na hora, mesmo sem um carrinho sequer…
Sebastian Vettel fazendo escola na Alemanha
10 marF1 na TV espanhola: gente como a gente
23 janParece que a transmissão espanhola é voltada a tirar o glamour da F1. E, como são chegados numa curiosidade, uniram essas duas ideias em um “campeonato” de perguntas entre os pilotos, que foi ao ar o ano todo. Há um esforço para mostrar os pilotos como pessoas mais acessíveis, e não como seres intocáveis. E, apesar da informação ficar em 2º plano aqui, se a intenção é tirá-los de sua zona de conforto, a diversão é garantida.
Começando com os brasileiros.
Kubica se empolga ao falar de poker, Button mostra que precisa estudar um pouco mais da história de seu mais recente time, Petrov conta com uma ajuda misteriosa a sua esquerda, Glock se diz tímido em frente às câmeras e Chandhok mostra que é um entusiasta das trivias.
E, por fim, os quatro melhores classificados, com 8 acertos. Reparem na pressão que Nira coloca em Alonso, dizendo que é Hamilton o líder; e no esforço de Nico Rosberg em falar espanhol.
F1 na TV espanhola: fazendo render o dinheiro investido
22 janA La Sexta também investe nos clipes, mesmo ainda engatinhando em relação à BBC, principalmente na escolha das músicas.
Mas a maior parte de seu programa que abre a transmissão da corrida, além das tagarelices e alguns comerciais – no “melhor” estilo Milton Neves – de Antonio Lobato, é feita com narrações gravadas em estúdio e imagens dos treinos ou provas anteriores.
Há sempre um clipe com imagens que relembram como foi aquele GP no ano anterior, ou listas de motivos para assistir a essa ou aquela corrida. No site da emissora, há uma votação das melhores ultrapassagens do ano, e as transmissões exibem os resultados parciais. Simples, e, apesar do sensacionalismo do texto, serve para situar o telespectador.
Quando a Ferrari introduziu sua 1ª versão do difusor escapamento, a La Sexta explicou desta maneira para seus espectadores:
No programa que foi ao ar antes do GP do Brasil, uma homenagem aos pilotos brasileiros que já passaram pela F1. No início do programa, dentre as imagens introdutórias sobre o GP, Antonio Lobato apareceu pensativo ao lado do túmulo de Senna.
Se fizesse um top 10 das melhores matérias de F1 do ano, esta provavelmente entraria, com imagens raríssimas da chamada “reunião das cofas” da Ferrari.
F1 na TV espanhola: tato com os “rivais”
16 janQuando falávamos sobre a cobertura da BBC, alguns citaram a barreira da língua para que não houvesse tantas entrevistas na transmissão brasileira. De fato, os espanhóis não falam tanto com os estrangeiros – e, quando o fazem, colocam uma tradução simultânea de estúdio que torna difícil compreender qualquer um dos áudios –, mas isso não os exclui da programação.
Todo GP, Nira Juanco está por perto dos pilotos no driver’s parade e arranca alguma entrevista. Seu preferido é Vettel, de quem até ganhou uma aposta pela vitória da Espanha contra a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo: ele lembrou e, numa dessas entrevistas, lá estava com 10 euros para entregar à repórter.
Bruno Senna se esforça para arranhar um espanhol nessa longa matéria em que Nira Juanco o acompanha em eventos na semana que antecedeu o GP do Brasil. Dentre outras curiosidades, Bruno revela que é mais assediado no Japão que por aqui.
A La Sexta arriscou relacionar a situação de Webber na Red Bull e Alonso na McLaren em 2007. Até fizeram o australiano e Vettel passarem por um quiz para ver se eram muito diferentes. A ideia é “promover” uma briga para um certo piloto da Ferrari se aproveitar…
A McLaren, aliás, é tratada com desconfiança. As cicatrizes de 2007 ainda doem, dos dois lados. Mas Button, que não tem nada a ver com a história, é a simpatia em pessoa ao receber Nira “em casa”.
Numa outra matéria com os pilotos prateados, Jenson e Lewis repetem uma experiência pela qual os espanhóis já passaram em anos anteriores: dar uma volta às cegas, esta no circuito de Valência, para ver quem faz o melhor tempo.
F1 na TV espanhola: yo soy español, español!
15 janA cobertura da La Sexta é, essencialmente, nacionalista. Dificilmente ouvimos falar de uma corrida ruim de Alonso, Alguersuari e até de De la Rosa – este, tachado repetidamente de azarado.
A La Sexta conseguiu driblar bem as dificuldades de ter seu astro na Ferrari. Quando Alonso estava na Renault, as matérias com o bicampeão eram bem mais frequentes. Com a maior restrição dos italianos, o jeito é aproveitar as coletivas e a exclusiva que o piloto dá assim que chega ao grid.
Falta um pouco de criatividade nas matérias. Todo ano tem Alonso fazendo truque de mágica, mostrando o volante, apresentando membros da equipe…
Felipe Massa tem uma rápida aparição neste raro momento em que a Ferrari permite a entrada em seu motorhome.
Como bom piloto Red Bull, Alguersuari é extremamente atencioso com a imprensa. É só fazer um esboço de pergunta e o menino desanda a falar! Essa é para quem gosta de saber um pouco mais sobre o treinamento físico dos pilotos – outro tipo de matéria repetida todo ano na TV espanhola.
Essa foi a que mais gostei, com De la Rosa mostrando seu uniforme de trabalho – e o de “festa” também!
F1 na TV espanhola: quem disse que a Hispania não serve para nada?
9 janUm dos mantras repetidos por Antonio Lobato durante os programas da La Sexta é que, cada vez mais, a F1 fala castelhano. De fato, era impossível imaginar, mesmo há 5 anos, que teríamos um grid com quatro falantes da língua, como será ano que vem, e ainda uma equipe espanhola. Além disso, são três TVs do país companhando a categoria, além do rádio e da mídia impressa.
Cabe ao maior desses veículos, portanto, explorar ao máximo os conterrâneos. E eles o fazem – mantendo a simplicidade que marca a cobertura, principalmente se compararmos ao refinamento de edição da BBC – com a participação de Toni Cuquerella no programa de 1 a 1h30 que vai ao ar antes da largada (antes da decisão do título em Abu Dhabi, foram 2h30 de programa introdutório!).
Cucarella é o diretor técnico da Hispania e tem muitos anos de experiência na F1. Seu último trabalho havia sido como engenheiro de pista de Kubica na BMW.
É flagrante a falta de jeito do engenheiro com o microfone, atrapalhado ainda mais pela música dispensável no fundo. Mas há conteúdo, que é o que importa no final das contas. O primeiro é sobre os pedais.
Cucarella mostra alguns dos centenas de sensores que um F1 carrega para auxiliar na telemetria
Ficamos sabendo que a Hispania, no início do ano, não tinha nem um tanque de gasolina adequado
O engenheiro explica como funcionam os freios de um F1
Esse é um drama para as equipes novas: a caixa de câmbio
Dá até pena da simplicidade da asa dianteira da Hispania…
F1 na TV espanhola: um pouco de diversão
8 janQuem acompanha por aqui as análises das transmissões da TV espanhola já percebeu que a narração é completamente Alonsocentrista e dá pouca margem para quem quer apenas assistir à corrida.
No entanto, há um esforço para explicar a categoria de uma forma leve e didática e, assim, com informação, fazê-la crescer no país – mesmo que as polêmicas em que Alonso se envolveu sejam tratadas mais como uma cruzada contra o espanhol, no mesmo tom do que tivemos aqui na época de Senna x Balestre.
Vale lembrar que a F1 começou a ser transmitida ao vivo na Espanha apenas em 2003. Para se ter uma ideia, a família de Alonso costumava “roubar” o sinal da TV alemã para assistir às corridas nos tempos de Minardi. Depois de cinco anos na TV5, a categoria foi “promovida” para a La Sexta, em 2009, mas a emissora praticamente manteve a mesma equipe, com Antonio Lobato no comando – e aqui também cabe a comparação com Senna, pois, assim como Galvão Bueno, trata-se de um amigo pessoal do asturiano de quem, inclusive, é conterrâneo.
A série de posts sobre as transmissões começou em dezembro, com a BBC. Começo a parte espanhola mostrando o lado mais leve. O tom é mais informal que o inglês e há uma tentativa de tirar o glamour da F1, deixá-la mais próxima.
Dois exemplos disso são o “Diário de Nira”, em que a repórter Nira Juanco mostra, a cada GP, alguma curiosidade dos bastidores.
No GP da Europa, o tema foi o clima de Copa do Mundo
No GP do Bahrein, a repórter mostrou os colegas jornalistas que trabalham na F1
Num testemunho interessante, como foi cobrir o GP da Coréia. Claramente, acabaram a pista e o que apareceria na TV, mas ainda faltou muito.
Uns são mais aparecidos, outros preferem os bastidores: Nira mostra os managers e as pessoas que cercam os pilotos
Outro exemplo são o que eles chamam de pacotes de falhas. Geralmente na metade e ao final da temporada, mostram as gravações que não deram certo
E, é claro, Alonso ganha uma só para ele. Aqui dá para ver muito bem como ele é bem menos arredio com a imprensa do próprio país
Alguns vídeos para aguçar os sentidos em 2011
2 janNada melhor do que relembrar alguns dos momentos que fizeram de 2010 uma temporada inesquecível. Agora, eles que se virem para melhorar o espetáculo no ano que começa, porque nosso padrão está alto!
Separei um pouco de tudo: ingleses, alemães, FIA e fãs. Adoro esse tipo de vídeo e espero que vocês também.
F1 na TV Inglesa: depois da bandeirada, mais 1h de programa
19 dezQuem contrata a TV digital tem a opção de continuar, por mais cerca de 1h depois do final da transmissão da corrida – que raramente acaba logo ao final da cerimônia de premiação – assistindo a F1. No modo interativo, é apresentado um programa ao vivo in loco no qual os espectadores participam pelo twitter.
A equipe, geralmente alojada em um dos motorhomes das equipes, faz uma análise da corrida e recebe convidados, dirigentes, pilotos e engenheiros. Assistem as largadas de ângulos onboard que não foram mostrados na transmissão e as entrevistas de pilotos que não puderam ser mostradas no programa aberto têm seu espaço. É como uma mesa redonda, mas aqui há mais que arbitragem a se discutir.
Na 1ª delas no ano, no Bahrain, Hamilton faz uma confissão inesperada.
Os ex-companheiros de equipe Button e Barrichello se encontram em entrevista dada logo após o GP da Inglaterra.
Em Monza, a equipe da BBC é recebida pela Lotus em seu motorhome. Eddie Irvine é um dos convidados e fala, de uma maneira bem mais pé no chão do que muitas vezes vemos por aí, sobre como era ser tratado como 2º piloto na Ferrari.
Vettel vence o campeonato pela mais festeira das equipes e, é claro, eles não poderiam perder o momento em que o alemão chega à garagem, logo após as entrevistas.
F1 na TV inglesa: Bem que a Globo poderia copiar
18 dezUm dos pontos mais simples da transmissão da BBC, que costumam acrescentar bastante e poderiam muito bem ser copiados pela Globo, é o chamado “gridwalk” de Martin Brundle. O comentarista aproveita que todos estão reunidos na pista, minutos antes da largada, para conseguir várias entrevistas e informações quentes.
Em Suzuka, por exemplo, entrevista Schumacher, Button, Vettel, pega Adrian Newey dando uma conferida na Ferrari, e consegue uma informação exclusiva de Alonso.
Em Cingapura, acaba levando uma bronca de Rosberg por ter interrompido a repórter alemã Tanja Bauer – e Nico nem sabia que era a 2ª vez que os dois se encontravam. Brundle ainda conversa com Barrichello, Vettel, Danny Sulivan, que trabalhava como comissário no GP, Ron Dennis e, como Hamilton não fala com a imprensa quando está no grid, Nicole Scherzinger.
Em Mônaco, como era de se esperar, mais celebridades que pilotos. Para driblar o aperto incrível entre os carros das primeiras colocações, onde todos querem estar para serem vistos, Brundle visita o meio do grid.
No GP da Itália, Brundle topa com Alan Permane, engenheiro da Renault, com a dupla da Williams, um Massa sorridente, Button (como de costume) e Christian Horner (outra figurinha fácil na BBC). Duas bandas britânicas, Kasabian e Stereophonics, também apareceram por lá.


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