|
Pos |
Piloto |
antiga |
atual |
|
1º |
Vettel |
38 |
93 |
|
2º |
Hamilton |
24 |
59 |
|
3º |
Webber |
23 |
55 |
|
4º |
Button |
19 |
46 |
|
5º |
Alonso |
16 |
41 |
|
6º |
Massa |
9 |
24 |
|
7º |
Heidfeld |
8 |
21 |
|
8º |
Rosberg |
8 |
20 |
|
9º |
Petrov |
7 |
19 |
|
10º |
Kobayashi |
2 |
8 |
|
11º |
Buemi |
1 |
8 |
|
12º |
Schumacher |
1 |
6 |
|
13º |
Di Resta |
2 |
|
|
14º |
Sutil |
2 |
Pontuação sistema antigo e atual
8 maiPontuação: sistema antigo e atual
17 abr|
Pos |
Piloto |
antiga |
atual |
|
1º |
Vettel |
28 |
68 |
|
2º |
Hamilton |
19 |
47 |
|
3º |
Button |
16 |
38 |
|
4º |
Webber |
15 |
37 |
|
5º |
Alonso |
10 |
26 |
|
6º |
Massa |
9 |
24 |
|
7º |
Heidfeld |
6 |
15 |
|
8º |
Petrov |
6 |
17 |
|
9º |
Rosberg |
4 |
10 |
|
10º |
Kobayashi |
2 |
7 |
|
11º |
Schumacher |
1 |
6 |
|
12º |
Buemi |
1 |
4 |
|
13º |
Di Resta |
|
2 |
|
14º |
Sutil |
|
2 |
Pontuação: sistema antigo e atual
10 abr| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Vettel | 20 | 50 |
| 2º | Button | 11 | 26 |
| 3º | Hamilton | 9 | 22 |
| 4º | Webber | 9 | 22 |
| 5º | Alonso | 8 | 20 |
| 6º | Massa | 6 | 16 |
| 7º | Heidfeld | 6 | 15 |
| 8º | Petrov | 6 | 15 |
| 9º | Kobayashi | 2 | 6 |
| 10º | Buemi | 1 | 4 |
| 11º | Sutil | 2 | |
| 12º | Schumacher | 2 | |
| 13º | Di Resta | 2 |
Pontuação: sistema antigo e atual
27 mar| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Vettel | 10 | 25 |
| 2º | Hamilton | 8 | 18 |
| 3º | Petrov | 6 | 15 |
| 4º | Alonso | 5 | 12 |
| 5º | Webber | 4 | 10 |
| 6º | Button | 3 | 8 |
| 7º | Massa | 2 | 6 |
| 8º | Buemi | 1 | 4 |
| 9º | Sutil | 2 | |
| 10º | Di Resta | 1 |
Pontuação final: sistema antigo e atual
14 nov| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Vettel | 104 | 256 |
| 2º | Alonso | 101 | 252 |
| 3º | Webber | 97 | 242 |
| 4º | Hamilton | 100 | 240 |
| 5º | Button | 87 | 214 |
| 6º | Massa | 67 | 144 |
| 7º | Rosberg | 55 | 142 |
| 8º | Kubica | 50 | 136 |
| 9º | Schumacher | 25 | 72 |
| 10º | Barrichello | 15 | 47 |
Campeonato após Brasil: pontuação antiga e atual
8 nov| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Alonso | 99 | 246 |
| 2º | Webber | 96 | 238 |
| 3º | Vettel | 94 | 231 |
| 4º | Hamilton | 92 | 222 |
| 5º | Button | 81 | 199 |
| 6º | Massa | 67 | 143 |
| 7º | Rosberg | 50 | 130 |
| 8º | Kubica | 46 | 126 |
| 9º | Schumacher | 25 | 72 |
| 10º | Barrichello | 15 | 47 |
Teríamos uma final de campeonato com impressionantes 7 pontos separando 4 candidatos ao título, caso a pontuação antiga tivesse sido mantida. Mesmo assim, a decisão de Abu Dhabi promete. Alonso é campeão com um 2º lugar, mas tem equipamento inferior, enquanto Vettel e Webber lutam um contra o outro e, juntos, para não repetir os erros que os colocaram nessa posição de perseguidores. Hamilton, a 24 pontos do líder, torce por uma combinação de resultados um tanto remota (abandono de Alonso, não mais que um 3º de Vettel e 6º de Webber).
A lógica diz que o resultado do GP Brasil seria o mesmo de Abu Dhabi – pelo melhor equipamento da Red Bull e rendimento de Vettel. Nesse caso, Alonso seria campeão por 5 pontos. Mas, obviamente, como Christian Horner já frisou, o alemão “saberá o que é melhor para a equipe” e deverá ceder a vitória – e o campeonato – a Webber (que venceria por 2 pontos caso fosse 1º e Alonso, 3º), se encontrar-se nessa posição.
No entanto, o ano foi marcado pelas oportunidades perdidas da Red Bull, além do que Abu Dhabi deve favorecer mais a Ferrari do que Interlagos – o traçado é mais semelhante a Cingapura, onde Alonso fez pole e venceu. A Red Bull continua com a obrigação de ganhar, mas a briga promete ser apertada.
Campeonato após a Coréia – pontuação antiga e atual
24 out
| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Alonso | 93 | 231 |
| 2º | Webber | 88 | 220 |
| 3º | Hamilton | 87 | 210 |
| 4º | Vettel | 84 | 206 |
| 5º | Button | 77 | 189 |
| 6º | Massa | 67 | 143 |
| 7º | Kubica | 46 | 124 |
| 8º | Rosberg | 47 | 122 |
| 9º | Schumacher | 23 | 66 |
| 10º | Barrichello | 15 | 47 |
A Red Bull era imbatível, o motor Renault, inquebrável… e quem estava certo era Alonso, quando dizia que sua chance estava no fato de Vettel e Webber, por falhas deles ou da equipe, constantemente não transformarem sua superioridade em pontos. Seu papel seria o de aproveitar as oportunidades. E elas apareceram hoje.
E a equipe austríaca nem pode culpar a pista. Quando finalmente a corrida começou, não houve problemas de drenagem ou com o asfalto – só sujeira, é verdade. Ficou a impressão de que o cuidado foi exagerado. Webber bateu porque pisou na zebra, o que aconteceria em qualquer outro lugar.
A 42 pontos da liderança e sempre chegando atrás dos demais concorrentes, Button já é carta fora do baralho. Hamilton, por outro lado, recupera um de seus abandonos, e logo quando ambas as Red Bull não completaram. Poderia ter vencido, caso fosse mais cuidadoso na relargada. Tentou frear tarde logo na 1ª volta lançada em pneus intermediários e deu no que deu.
Apesar de todas as demonstrações de Helmut Marko, chefe do programa de automobilismo da Red Bull e o homem que responde diretamente ao dono da empresa de energéticos, Dietrich Mateschitz, de quem é seu preferido para vencer o campeonato, talvez seja a hora de bancar Webber. Talvez pois não foi isso que fez a diferença hoje – aliás, o fato de Alonso ser o 1º piloto da Ferrari pouco tem interferido de fato. Verdade seja dita: os 133 pontos conquistados pelo espanhol desde o GP da Alemanha são muito mais mérito dele.
Campeonato após Suzuka – pontuação antiga e atual
10 out
| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Webber | 88 | 220 |
| 2º | Alonso | 83 | 206 |
| 3º | Vettel | 84 | 206 |
| 4º | Hamilton | 79 | 192 |
| 5º | Button | 77 | 189 |
| 6º | Massa | 61 | 128 |
| 7º | Rosberg | 47 | 122 |
| 8º | Kubica | 42 | 114 |
| 9º | Schumacher | 18 | 54 |
| 10º | Sutil | 15 | 49 |
A McLaren se atrapalhou novamente com um pacote de inovações e viu, pela 1ª vez no campeonato – e na hora erradíssima, a 3 provas do final – seus pilotos ficarem a mais de uma vitória do líder. E pensar que Hamilton era o 1º na tabela até a Hungria. Três corridas ruins depois, está 28 pontos atrás, enquanto a aposta de Button de largar com pneu duro ficou longe de funcionar e também o descolou ainda mais da ponta.
Cada vez mais, a forte pontuação de Alonso coloca em risco o título da Red Bull. Não tanto pelo ritmo da Ferrari em si, mas para a pressão que os 5 pódios, sendo 3 vitórias, em 6 provas, colocam na tomada de decisão de quem será o escolhido para lutar com o espanhol. Com Vettel, o preferido, tirando 7 pontos de Webber no Japão e chegando na frente dele nas últimas 3 corridas, não gostaria de estar no lugar de Christian Horner.
Campeonato após Cingapura: pontuação antiga e atual
26 set| Pos | Piloto | antiga | atual |
| 1º | Webber | 80 | 202 |
| 2º | Alonso | 77 | 191 |
| 3º | Hamilton | 75 | 182 |
| 4º | Vettel | 74 | 181 |
| 5º | Button | 72 | 177 |
| 6º | Massa | 61 | 128 |
| 7º | Rosberg | 47 | 122 |
| 8º | Kubica | 42 | 114 |
| 9º | Sutil | 15 | 46 |
| 10º | Schumacher | 15 | 47 |
A diferença de um 4º lugar entre os líderes seria de apenas um 6º pela pontuação antiga, mas as posições se manteriam. Os erros de Hamilton deixam a McLaren cada vez numa posição mais difícil, até para definir se haverá prioridade e de quem será. Na Red Bull, Vettel, mesmo andando muito mais que Webber o fim de semana inteiro, só tirou 3 pontos. Christian Horner também deve estar com uma dor de cabeça daquelas, afinal, o “cavalo solitário” está fazendo a parte dele e recortou em 10 pontos a vantagem do australiano.
A pontuação desde a virada da Ferrari na Alemanha ilustra bem a nova realidade do campeonato:
| 1º | Alonso | 93 |
| 2º | Webber | 74 |
| 3º | Vettel | 60 |
| 4º | Button | 42 |
| 5º | Hamilton | 37 |
Contas para o campeonato
21 set
Button tem uma tendência de queda desde a Europa – em outras palavras, desde que começou a ficar constantemente devendo nas classificações, o que abre a possibilidade de tre havido alguma atualização no carro que não convém a seu estilo de pilotagem – e Vettel, desde Mônaco. O alemão mostra dificuldade em se recuperar das baixas ocasionadas pelos erros na Turquia, na Inglaterra e na Bélgica. Nas últimas duas corridas, foi o que mais se distanciou da liderança.
Alonso, depois de duas provas às voltas com comissários e o Safety Car, subiu desde a Alemanha. É interessante ver como a queda de Massa no “miolo” de temporada, quando a Ferrari ficou para trás no desenvolvimento do carro, foi bem mais acentuada. Em 5 provas, o brasileiro pulou de líder a 8º colocado na tabela.
Quem faz o campeonato “negativado”, emprestando um termo da linguagem das corridas de rua, ou seja, com a metade final mais forte que a inicial, é Hamilton. Teve problemas no início do ano, se viu forçado a fazer provas de recuperação até o Canadá, quando venceu e se estabeleceu como candidato ao título. Dali em diante, só perdeu a ponta da tabela 2 vezes em 7 corridas.
Webber está em seu 2º momento de alta. A 1ª foi de Barcelona à Turquia. Tem mais variações de performance que Hamilton, mas conta a seu favor o fato de ter conseguido marcar pontos importantes em momentos em que a Red Bull não era o melhor carro – Spa e Monza.
Com altos e baixos muito acentuados, qualquer previsão para Abu Dhabi é arriscada. Diferentemente de outros anos, quando havia 2 forças, uma pista em que o carro não vai bem pode ser a distância entre ser 1º e 6º, ou seja, de 25 a 8 pontos!
Calculadora a postos
O atual líder, Webber, fez 13,3 pontos em média por prova. Continuando nesse ritmo, projetamos que quem quer ser campeão precisa de cerca de 255 pontos. Sendo assim. Vettel, atualmente o 5º, precisa de 92 nas últimas 5 corridas, pouco mais de 18 por etapa.
O alemão (163) está encostado em Button (165) e Alonso (166). É a turma que não pode terminar abaixo do 4ª lugar e precisa ao menos, de uma vitória para continuar sonhando com o título sem precisar gorar os adversários. Para se ter uma ideia da dificuldade da tarefa, o 1º colocado após as primeiras 5 etapas era justamente o inglês da McLaren, com apenas 70 pontos.
Isso não quer dizer que Hamilton e Webber podem se dar ao luxo de fazer marcação homem a homem. Ambos não podem perder mais de 4 pontos por prova para nenhum dos outros rivais. Sua necessidade de vitória não é tão grande, mas permanecer no pódio é importante pois, por exemplo, 2 quartos lugares do australiano em provas com vitória de Vettel coloca o alemão 2 pontos na frente do companheiro.
Outro dado interessante é a dinâmica da pontuação das últimas 4 provas, em que visitamos uma gama representativa de circuitos com características distintas. Nesse campeonato particular, a classificação seria:
1º Alonso: 68 (média de 17, perto do necessário para chegar nos 250)
2º Webber: 59 (média de 14,75, acima do que fez na temporada toda)
3º Massa: 57
4º Vettel: 42
5º Hamilton: 37
6º Button: 32
Apenas Webber e Massa completaram todas essas provas. Alonso bateu em uma, mas manteve uma média superior a 22 pontos por prova nas 3 em que se classificou (com 2 vitórias e um 2º lugar). Isso mostra que uma estratégia de tudo ou nada é premiada pela pontuação e salienta que, se Webber e Hamilton se comportarem como Button no final do campeonato passado, ficarão de mãos abanando. 24 pontos entre 5 pilotos ainda não é uma diferença que se pode administrar sem atacar.
Jogo de equipe
Dos 68 pontos de Alonso nas últimas corridas, 7 têm o dedo da equipe. Até Abu Dhabi, mais podem vir e os rivais têm que ter esse fator em conta. Mas como lutar contra isso com ambos os pilotos na disputa? Se nem os 24 pontos entre os pilotos da Red Bull são suficientes para determinar um favorito, o que dizer dos 17 que separam os ingleses da McLaren?
Isso torna a distribuição interna de benefícios complicada, ainda mais na equipe dos energéticos, em que o piloto “errado” está na frente, e andando melhor – nas últimas 5 provas, Webber chegou na frente de Vettel em 4 e abriu 36 pontos, enquanto na McLaren, Hamilton não cruza a linha de chegada atrás de Button há 10 corridas.
A situação da Red Bull tem paralelos com a McLaren em 2007. Com o melhor carro pela maior parte da temporada, a cria da casa fazia um ano de estreia espetacular e terminou a 1ª metade do campeonato 14 pontos à frente do companheiro bicampeão do mundo – assim como Webber, até a 6ª etapa, foi dominado por Vettel. A igualdade de tratamento das primeiras provas foi se transformando num esforço de tornar Hamilton o 1º estreante campeão do mundo, fazer do conto de fadas uma realidade.
O problema é que Alonso endureceu o jogo na 2ª parte do ano, se adaptou, finalmente, aos pneus Bridgestone e, nas 6 provas seguintes à metade do ano, chegou à frente do companheiro em 5 e diminuiu a diferença para 2 pontos no final da temporada europeia. Raikkonen, o rival mais próximo, estava 13 pontos dos pilotos da McLaren.
Assim como a Red Bull, Ron Dennis tinha num dilema: apoiar o piloto no melhor momento ou apostar em sua cria? Escolheu a mentalidade: “estamos correndo contra Fernando”, esqueceu-se de Kimi e perdeu um dos campeonatos mais ganhos da história por um mísero ponto.
A queda de Vettel veio mais cedo que a de Hamilton naquela ocasião – o inglês fez só 3 pontos nas 2 provas finais – e dá a chance da Red Bull pensar duas vezes antes de continuar protegendo o alemão. Mas será que eles estão dispostos a ganhar seu 1º campeonato com o escudeiro? E a McLaren, aposta novamente em Hamilton em detrimento de um piloto não tão rápido, mas que raramente erra e arrisca repetir a história?


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