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Posições de chegada entre companheiros

9 mai
Button 1 x 3 Hamilton
Schumacher 2 x 2 Rosberg
Vettel 4 x 0 Webber
Massa 2 x 2 Alonso
Barrichello 4 x 0 Maldonado
Heidfeld 2 x 2 Petrov
Sutil 2 x 2 Di Resta
Buemi 4 x 0 Alguersuari
Kovalainen 1 x 3 Trulli
Liuzzi 0 x 3 Karthikeyan
Kobayashi 3 x 1 Perez
Glock 1 x 3 d’Ambrosio

Diferenças no GP da Turquia*

Vettel (4) x Webber (4) = 8s807
Hamilton (4) x Button (3) = 19s199
Massa (4) x Alonso (4) = 69s748
Rosberg (4) x Schumacher (4) = 37s905
Petrov (4) x Heidfeld (4) = 7s311
Barrichello (3) x Maldonado (4) = 20s545
Di Resta (4) x Sutil (3) = abandonou
Kobayashi (3) x Perez (4) = 12s010
Buemi (3) x Alguersuari (4) = 31s248
Kovalainen (3) x Trulli (3) = 2s496
D’Ambriosio (2) x Glock (0) = abandonou
Liuzzi (4) x Karthikeyan (3) = 2 voltas

*Entre parênteses, o número de paradas, incluindo drive thourgh

A diferença de cerca de 20s entre Hamilton e Button mostra o prejuízo das três paradas para Jenson, que acabou perdendo pouco mais de 40s em rendimento em relação ao companheiro, enquanto Maldonado chegaria muito mais perto de Barrichello não fosse o drive through no final da prova.

Na classificação, 5 pilotos ainda estão zerados em relação a seus companheiro de equipe (Webber, Massa, Schumacher, Trulli e Karthikeyan) mas, em resultados de corrida, a situação é mais igualada. A não ser para Webber, por alguns motivos levantados no post de ontem e outros ainda nebulosos, especialmente aos sábados.

Luta entre companheiros na classificação

7 mai

Button

1 x 3

Hamilton

Schumacher

0 x 4

Rosberg

Vettel

4 x 0

Webber

Massa

0 x 4

Alonso

Barrichello

3 x 1

Maldonado

Heidfeld

1 x 3

Petrov

Sutil

1 x 3

Di Resta

Buemi

3 x 1

Alguersuari

Kovalainen

4 x 0

Trulli

Liuzzi

4 x 0

Karthikeyan

Kobayashi

2 x 2

Perez

Glock

2 x 2

d’Ambrosio

Diferenças hoje

Hamilton x Button: 0s387
Rosberg x Schumacher: 1s072
Vettel x Webber: 0s405
Alonso x Massa*: -
Barrichello x Maldonado: 0s472
Petrov x Heidfeld: 0s363
Di Resta x Sutil: 0s118
Buemi x Alguersuari: 0s317
Kovalainen x Trulli: 0s893
Liuzzi x Karthikeyan: 0s872
Kobayashi x Perez: -*
d’Ambrosio x Glock: 0s386

*Kobayashi e Massa (no Q3) não marcaram tempo

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Com o problema de Kobayashi logo no início do treino, as equipes não precisaram usar o pneu macio, tendo em vista que só precisavam superar Hispania, Virgin e Lotus – que havia sido 1s mais lenta que os rivais mais próximos na terceira sessão de treinos livres.

Ainda assim, a Ferrari foi para a pista uma segunda vez. Massa teve que gastar os pneus macios, e Alonso saiu com os duros. Uma saída útil somente se melhoraram algo no carro: com o 1min28s4 da primeira tentativa, Massa entraria no Q2.

Mais uma vez, d’Ambrosio ficou à frente de Glock, com a Hispania de Liuzzi entre os dois, enquanto Kovalainen fez 4 a 0 em Trulli. Ainda que o italiano não estivesse com a asa traseira operando, foram 0s9.

Saindo com os mesmos pneus macios do Q1, Massa perdeu 1s1 em relação a Alonso e teve que voltar para a pista. Estranhamente, a Mercedes fez a primeira saída com pneu duro e também fez uma tentativa a mais.

Barrichello, por 24 milésimos, não superou uma Renault e entrou no Q3. Mas não houve surpresas nesta parte final: só Red Bull, McLaren, Mercedes, Ferrari e o time francês ficaram na briga.

Na última parte, as Mercedes, Massa e Heidfeld optaram por poupar um jogo de pneus – ou não tinham dois sets de macios – e fizeram apenas uma tentativa.

Como as equipes esperam que o pneu duro seja mais efetivo do que nas provas anteriores, mesmo tendo a possibilidade de poupar um jogo no Q3, as McLaren usaram os três sets de macios. Alonso chegou a sair para uma segunda tentativa, mas abortou. E as Red Bull nem se deram ao trabalho de voltar para a pista para conquistar a primeira dobradinha do ano.

Como Webber largou em 18º e chegou a 2s3 de Vettel na China

21 abr

Certamente Vettel não ficou nada feliz quando, após largar mal desde a pole – mesmo com o Kers funcionando – viu seu companheiro sair do 18º lugar e aparecer no seu retrovisor na volta final, a 2s3 de roubar-lhe o segundo lugar. O líder do campeonato havia parado duas vezes e tinha os pneus acabados, enquanto o australiano fez três pitstops e vinha voando. Teria a Red Bull cometido um erro grosseiro com seu pupilo?

De acordo com Pedro de la Rosa, a estratégia de duas paradas funcionaria se o piloto se mantivesse abaixo de 1min43 no final do segundo stint. Ao contrário das Ferrari, Vettel conseguiu isso. Portanto, levando em consideração os dados do piloto de testes da McLaren, foi a degradação dos pneus duros que excederam a expectativa.

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Vettel afirmou após a prova que foi justamente o ótimo stint com pneus duros da sexta-feira que mostramos por aqui que levou a equipe a acreditar que os compostos aguentariam as 26 voltas que fez na última parte da corrida. No entanto, a temperatura era mais alta o desgaste, maior que o esperado.

Além disso, o Kers, que parece ter sido fundamental na manobra de Hamilton, não estava ativo o tempo todo. Será que, ganhando os três décimos por volta que o equipamento proporciona, o alemão não acumularia a diferença necessária para ganhar?

Isso, lembrando que o alemão chegou a apenas 5s de Hamilton e só foi ultrapassado a 5 voltas do final. Mesmo com a estratégia mais lenta, a superioridade da Red Bull quase foi suficiente. Foi uma decisão marginal.

Talvez o erro fora no cuidado com o segundo jogo de pneus macios, que acabou de repente, antes até da Ferrari de Massa. Com isso, Vettel foi o primeiro dos ponteiros a parar pela última vez, o que o deixou exposto no final da prova.

A comparação direta com a corrida de Webber não cabe. Todos os pneus macios usados pelo australiano eram inteiramente novos, e isso tem feito uma diferença fundamental neste ano. Vide a luta entre Hamilton e Button no meio da corrida, quando o eventual vencedor da prova era muito mais rápido justamente por ter míseras três voltas a menos no pneu. E passou o companheiro até com certa facilidade.

Nada como um dia após o outro para Webber

A queda no Q1 foi fundamental para o resultado do piloto da Red Bull. A saída que Webber encontrou para subir do pódio desde o 18º lugar, fazendo 14 ultrapassagens ainda que tenha perdido o Kers pelo meio do caminho, foi livrar-se rapidamente dos pneus duros, que fariam menos diferença enquanto ele lutava com rivais mais lentos. De novo, uma estratégia que funcionou, claro, pelos pneus macios zerados, mas também porque o carro é bom.

Pode-se dizer que sua corrida começou na volta 10, quando parou pela primeira vez. Uma corrida de 46 voltas, sem os lentos compostos duros e largando em 20º. Virando até 3s5 mais rápido que os rivais do fundão, foi crescendo rapidamente. Quando parou pela segunda vez, na volta 25, era 11º

Nesse stint, no qual fez 15 voltas no pneu macio, mais que os rivais da ponta que paravam três vezes, já deu para perceber a diferença que os pneus novos fariam, não apenas no rendimento, mas na durabilidade, permitindo que ele fosse o último a fazer o terceiro pitstop, o que era fundamental para superar não apenas quem pararia duas vezes, mas todos que vinham a sua frente.

Com carro e pneu para se livrar do tráfego, Webber era sexto quando parou pela terceira vez, na volta 40. Para se ter uma ideia, a essa altura, os pneus de Vettel, Alonso e Massa já tinham 9, 8 e 7 voltas, respectivamente. Voltou em 7º, a 28s do líder Vettel, com 14 voltas para o final. Mesmo fazendo quatro ultrapassagens, tirou quase 26s diferença até a bandeirada.

Posição de chegada entre companheiros

18 abr
Button 1 x 2 Hamilton
Schumacher 2 x 1 Rosberg
Vettel 3 x 0 Webber
Massa 2 x 1 Alonso
Barrichello 2 x 0 Maldonado
Heidfeld 1 x 2 Petrov
Sutil 1 x 2 Di Resta
Buemi 3 x 0 Alguersuari
Kovalainen 1 x 2 Trulli
Liuzzi 0 x 2 Karthikeyan
Kobayashi 2 x 1 Perez
Glock 1 x 2 d’Ambrosio

Diferenças no GP da China*

Vettel (2) x Webber (3) = 2s357
Hamilton (3) x Button (3) = 10s000
Massa (2) x Alonso (2) = 14s782
Rosberg (3) x Schumacher (3) = 17s578
Petrov (2) x Heidfeld (2) = 15s335
Barrichello (2) x Maldonado (3) = 27s221
Di Resta (2) x Sutil (3) = 40s243
Kobayashi (2) x Perez (4) = 49s137
Buemi (3) x Alguersuari (1) = não completou
Kovalainen (2) x Trulli (2) = 22s200
D’Ambriosio (2) x Glock (3) = 30s241
Liuzzi (3) x Karthikeyan (1) = 1s172

*Entre parênteses, o número de paradas, incluindo drive thourgh

Disputa entre companheiros na classificação

16 abr

Button

1 x 2

Hamilton

Schumacher

0 x 3

Rosberg

Vettel

3 x 0

Webber

Massa

0 x 3

Alonso

Barrichello

2 x 1

Maldonado

Heidfeld

1 x 2

Petrov

Sutil

0 x 3

Di Resta

Buemi

2 x 1

Alguersuari

Kovalainen

3 x 0

Trulli

Liuzzi

3 x 0

Karthikeyan

Kobayashi

2 x 1

Perez

Glock

2 x 1

d’Ambrosio

Diferenças hoje

Button x Hamilton: 0s042
Rosberg x Schumacher: 0s607
Vettel x Webber: 0s794
Alonso x Massa: 0s026
Barrichello x Maldonado: 0s491
Petrov x Heidfeld: 1s462
Di Resta x Sutil: 0s016
Alguersuari x Buemi: 0s045
Kovalainen x Trulli: 0s424
Liuzzi x Karthikeyan: 0s233
Kobayashi x Perez: 0s183
d’Ambrosio x Glock: 0s589

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Se o GP da Malásia já havia sido de disputas acirradas, a situação ficou ainda mais apertada na China, com quatro duplas separadas por menos de um décimo. Destaque para d’Ambrosio, provavelmente se aproveitando dos problemas que Glock teve principalmente na sexta-feira, quando quase não andou por problemas mecânicos.

Ver Button à frente de Hamilton também é prova de como perder tempo nos treinos pode fazer diferença, ainda que mínima. O mesmo aconteceu com Alonso (ele e o rival não fizeram tentativas com os pneus macios na sexta-feira), mas o espanhol conseguiu ficar à frente de Massa também marginalmente.

Di Resta e Perez superaram seus companheiros – o escocês, pela terceira vez no ano – e Alguersuari voltou a ficar à frente de Buemi, tendência que vinha desde o ano passado, mas não havia se repetido nesta temporada.

Mas é lógico que o assunto da classificação é Webber. Correndo sem o Kers após vários problemas na parte da manhã, é inexplicável que a equipe tenha arriscado colocá-lo na pista com os pneus duros. Pode ter uma Red Bull, claro, mas sem tempo para conseguir o acerto devido e sem os preciosos décimos do Kers, fica difícil para qualquer um.

Disputa entre companheiros na classificação

9 abr
Button 0 x 2 Hamilton
Schumacher 0 x 2 Rosberg
Vettel 2 x 0 Webber
Massa 0 x 2 Alonso
Barrichello 1 x 1 Maldonado
Heidfeld 1 x 1 Petrov
Sutil 0 x 2 Di Resta
Buemi 2 x 0 Alguersuari
Kovalainen 2 x 0 Trulli
Liuzzi 2 x 0 Karthikeyan
Kobayashi 2 x 0 Perez
Glock 2 x 0 d’Ambrosio

Diferenças hoje

Hamilton x Button: 0s226
Rosberg x Schumacher: 0s647
Vettel x Webber: 0s309
Alonso x Massa: 0s449
Barrichello x Maldonado: 0s113
Heidfeld x Petrov: 0s200
Di Resta x Sutil: 0s246
Buemi x Alguersuari: 0s187
Trulli x Kovalainen: 0s146
Liuzzi x Karthikeyan: 1s025
Kobayashi x Perez: 0s837
Glock x d’Ambrosio: 0s353

Num dia de diferenças bem menores do que vimos na Austrália (à exceção da briga entre Perez e Kobayashi), tivemos somente dois empates no placar: Barrichello se redimiu do erro em Melbourne, mas viu sua Williams despencar, andando na balada da fraca Force India, e Heidfeld, que alegou problemas de tráfego para justificar a queda no Q1 há duas semanas, seguiu atrás de Petrov no Q1 e no Q2, mas superou o companheiro na hora da verdade.

Mais uma vez, salta aos olhos a diferença entre os Red Bull, que ano passado costumava ficar em um décimo. E Alonso, que tinha por perto a ameaça não só de um rápido Massa neste final de semana, mas também das Renault, fez uma volta abaixo de 1min36, algo que parecia longe da realidade da Ferrari.

Perez x Kobayashi: a façanha em que nem a Pirelli acredita

31 mar
Kamui Kobayashi Sergio Perez
Posição na classificação 13º
Tempo da Classificação (Q2) 1’25.405 (-0.703) 1’26.108
Posição na corrida 8º* 7º*
Voltas 58/58 58/58
Pit stops 2 (16, 32) 1 (23)

*são as posições de chegada; foram desclassificados após a prova

Sergio Perez protanozinou a estreia dos sonhos até 3h após a prova, quando foi desclassificado junto de seu companheiro Kamui Kobayashi por irregularidades na asa traseira de seu Sauber. Isso não tira o valor de seu feito: nem mesmo os especialistas da Pirelli acreditavam que o mexicano de 21 anos havia conseguido completar a prova com apenas um pitstop. Achavam que a TV e a organização não tinham captado a segunda parada do novato.

Mas essa foi apenas uma parte da façanha de Perez, que tem a carreira cuidada pelo milionário do ramo das telecomunicações Carlos Slim desde os 12 anos e é membro do programa de desenvolvimento de pilotos da Ferrari. O mexicano ficou a menos de 0s1 de Kobayashi no Q1 e se disse atrapalhado por Nico Rosberg no Q2, quando foi cortado.

Largou em 13º e sofreu com uma pane no rádio durante a volta de apresentação, logo quando o engenheiro passa vários parâmetros a serem acertados no volante e dados sobre a temperatura dos freios.

Perez estreia gp da australia 2011

Antes da largada, a impressão era de que Perez estava feliz só em fazer parte do grid

Solitário com os pneus duros, perdeu uma posição na largada e depois foi ultrapassado por Barrichello e Maldonado. Chegou a rodar até 2s mais lento que Kobayashi, mas, com a degradação do composto macio que o japonês usava, os tempos de equilibraram. Para pela única vez 7 voltas após o companheiro. Até aí, a ideia era fazer 2 paradas.

Mas o rendimento de Perez com os pneus macios foi incrível. Além de aguentar 35 voltas com um composto que suportava de 10 a 16 voltas na concorrência, ainda fez seu giro mais rápido na prova – o 6º melhor da corrida – na 16ª volta do pneu!

Com os pneus iguais aos de Kobayashi – ainda que mais novos – foi Perez quem passou a andar 1s, 1s5 mais rápido que o companheiro. E, quanto o japonês parou pela segunda vez na volta 32, o mexicano seguiu firme e, com isso, foi subindo na classificação até a 7ª posição, logo à frente do outro carro da Sauber. Nas últimas 13 voltas, o japonês tirou um pouco a diferença, mas Perez ainda teve fôlego para fazer dois giros seguidos em 1min30s8 nas voltas 52 e 53, sendo o 5º mais rápido da pista naquele momento.

Hamilton x Button: que diferença uma fila no grid faz!

31 mar

Muito já foi dito no post sobre as estratégias a respeito das diferenças entre as corridas de Vettel e Webber, Alonso e Massa. Durante o final de semana, a dinâmica entre outras duplas também chamou a atenção: Hamilton tirou leite de pedra na classificação e relegou Button à segunda fila. Encaixotado na largada, foi parar no meio da muvuca. E, como dizem os ingleses, o resto é história.

O sobe e desce entre os companheiros da Sauber foi outro ponto interessante, mas este é um tema para o próximo post. Por ora, voltemos à McLaren.

Nos treinos livres, Button parecia mais confortável com o carro e dava a pinta de que superaria Hamilton, que por várias vezes aparecia fritando os pneus. Porém, repetindo algo que não é exatamente uma novidade no confronto entre os dois, Lewis brilhou no Q3 e evitou a 1ª fila da Red Bull, enquanto Jenson se perdeu e justificou a grande diferença em relação ao companheiro com a turbulência por ter feito a volta rápida muito próximo de Rosberg.

Lewis Hamilton Jenson Button
Posição na classificação
Tempo da Classificação (Q3) 1’24.307 (-0.4720 1’24.779
Posição na corrida
Voltas 58/58 58/58
Pit stops 2 (16, 36) 3 (16*, 17, 37)

*drive through

Ambas as McLaren não largaram bem, mas enquanto Hamilton conseguiu se valer

da vantagem por ter o Kers e se defender de Webber, Button se viu num sanduíche, entre Petrov e Alonso, e acabou perdendo 2 posições.

Ficou preso atrás de Massa, que se defendeu muito bem dos ataques de um carro bem mais rápido. Sua corrida acabou ali. Na volta 10, a diferença para o líder já superava os 20s – e chegava a 18s em relação ao companheiro. Mas o cenário poderia piorar: repetindo Alonso em Silverstone, cortou a chicane para passar o brasileiro, demorou para devolver a posição, o piloto da Ferrari fez o pitstop e Button acabou punido com um drive through.

Sem Massa a sua frente, conseguiu melhorar o ritmo em 1s por volta. Após a punição, levava 30s de desvantagem para Vettel, o que aumentou para 62s depois de fazer sua primeira troca de pneus – seus pneus já estavam acabados, mas a equipe parece tê-lo deixado na pista o máximo possível para que ele atrapalhasse Vettel, quando o líder voltava dos boxes.

Enquanto isso, Hamilton se mantinha a 2, 3s do líder, cujos pneus se degradaram mais rapidamente.

Hamilton Button McLaren Australia 2011

Esse foi o mais próximo que Button chegou de Hamilton, quando companheiro parou nos boxes pela primeira vez

No segundo trecho, passou a andar ligeiramente mais rápido que Hamilton – a distância caiu para 50s –, que já não conseguia se manter no mesmo ritmo de Vettel e viu a diferença para o líder subir para 12s na volta 36, quando ambos fizeram a segunda parada. O inglês teve que diminuir o ritmo, pois o assoalho de seu carro, que completava o maior número de voltas em sequência desde o lançamento, estava se soltando

Button se beneficiou da batida entre Rosberg e Barrichello e passou Kobayashi para voltar a encontrar Massa, mesmo após o drive through. O ritmo do brasileiro era, novamente, cerca de 1s mais lento. O inglês o passou na volta 48 e manteve a 6ª posição até o final. Terminou 31s à frente do piloto da Ferrari, sendo 10s deles ganhos nos boxes e o restante, na pista. Descontando o tempo do drive through, ficaria entre Alonso e Webber, ou seja, não é de se descartar que lutaria por um pódio caso tivesse se mantido longe de confusão.

As brigas internas de 2011: Ferrari e McLaren

6 mar

Continuando o post anterior, sobre as rivalidades que nos esperam em 2011, a dinâmica que mais interessa aos brasileiros é a que ocorre dentro da Ferrari, entre o já não tão queridinho Felipe Massa e o inimigo da nação, Fernando Alonso.

Massa x Alonso

Talvez seja o desfecho mais imprevisível do ano. Será que os pneus Pirelli removerão toda a diferença que marcou 2010? Quais serão os desdobramentos da ordem de equipe na imagem que Felipe tem dentro da equipe e perante si mesmo? O quanto vai pesar o trabalho que Alonso fez ano passado de trazer a equipe para seu lado? Será que isso só dura enquanto ele andar na frente?

O fato é que a Ferrari contratou Alonso sabendo o que vinha no pacote. Sua experiência dividindo as atenções com Hamilton na McLaren não foi nenhum conto de fadas e sua maneira absolutista de trabalhar acabou se encaixando como uma luva no modo de pensar ferrarista. No final das contas, é inegável que o espanhol – ajudado pelos erros da Red Bull, claro – levou a Scuderia a disputar um título com o qual a performance do carro não permitia sonhar. E que a falha em Abu Dhabi gerou um sentimento de débito do time com o piloto, embora este tenha cometido erros tolos no início do ano.

“Não posso falar que estou feliz da vida, porque, para mim, a felicidade é a vitória. Não corro aqui para chegar em segundo”. Felipe Massa, após o GP da Alemanha de 2010.

“É provavelmente a maior vantagem que tive sobre um companheiro e isso me deixa feliz”. Fernando Alonso sobre seu desempenho em 2010.

Do outro lado do box, um piloto cujo contrato termina ao final de 2012 e que foi humilhado ano passado. Tanto nas vezes em que teve que ouvir que era mais lento, quanto por indiretas nada sutis do chefe, que afirmou pensar que era seu irmão quem estava ao volante.

Felipe tem um incômodo histórico: em 5 anos de Ferrari, viu seu time disputar o título de pilotos até a última etapa 4 vezes, sendo que em 3 delas eram seus companheiros que estavam na briga – mesmo que 2 deles fizessem seu 1º ano na equipe. Conhecido como um guerreiro, é de se esperar que Massa esteja se concentrando em dar a resposta na pista. Afinal, iniciando sua 6ª temporada como titular na Ferrari, o brasileiro bem sabe que as crises se dissipam tão rapidamente quanto chegam em Maranello. Sabe também que, se repetir 2010, não deve se segurar por lá e, na pior das hipóteses, tem que render para valorizar seu passe numa possível transferência.

Resta saber qual o interesse da equipe nessa possível recuperação. Pelo menos, na Ferrari, não haverá surpresas: quem estiver na frente na metade do campeonato terá clara prioridade. É assim que o esporte funciona para os italianos.

Hamilton x Button

A postura não poderia ser mais diferente na McLaren. A constante necessidade de mostrar o quão igualitário é o tratamento entre pilotos e o quão bem se relacionam Lewis Hamilton e Jenson Button já deixou muita gente desconfiada. No entanto, se houve qualquer problema entre os dois em 2010, são atores de primeira.

“Aquele cara nunca desiste. Ele é como um pitpull”. Jenson Button descreve Lewis Hamilton.

“A McLaren está encantada com Lewis e Jenson. Na verdade, acho que eles causam inveja às outras equipes”. Martin Witmarsh.

Embora haja uma grande rivalidade entre seus fãs na Inglaterra, Hamilton e Button acabam, tanto atraindo públicos diferentes fora das pistas, quanto trilhando caminhos opostos dentro delas. Enquanto Button é o homem das decisões e oportunidades, Hamilton é o cara dos riscos, das voltas impossíveis. A vantagem para a Ferrari na pontuação ano passado, apesar da performance similar dos carros, mostra o quanto isso é benéfico à equipe.

Há quem acredite que estilos tão diferentes acabem perturbando o foco do desenvolvimento do carro que, aliás, foi o ponto fraco de 2010. Por outro lado, se há um time com capacidade técnica para suplantar necessidades tão distintas, é a McLaren.

Em 2010, vimos muito do impressionante Hamilton de 2007, o que comprova a teoria de que um bom companheiro de equipe é tudo o que um piloto precisa para dar o melhor de si. O mesmo pode ser dito sobre Button, que chegou a impressionar mais nas corridas no molhado do início do ano que em sua campanha inteira pelo título. Resta saber o quanto o fato do campeão de 2009 já estar adaptado e ter dado pitacos desde o início do projeto de 2011 pode mudar a dinâmica entre os dois, uma vez que, apesar da diplomacia, ninguém duvida que o território prateado tenha dono.

As brigas internas de 2011: Red Bull e Mercedes

5 mar

Um campeonato de F1 não é completo sem “aquela” rivalidade para animar a disputa. E se os algozes estiverem dentro da mesma equipe, melhor ainda. Às vezes, dois pilotos mal podem se olhar, mas, se este não for o caso, logo a imprensa já começa a dizer que, por trás da calmaria, o circo está pegando fogo. E sempre escolhe o piloto mais midiaticamente palatável como mocinho e aquele que não faz muita questão de agradar como bandido.

As nacionalidades também ajudam, claro. Mansell, tido aqui pelos fãs de Piquet como um piloto mediano, que não conseguiu bater o brasileiro mesmo sendo o queridinho da Williams, é visto na Inglaterra como um dos maiores e mais azarados pilotos da história. Talvez a verdade esteja no meio do Atlântico, longe da falta de objetividade de uns e outros.

Um dos grandes atrativos da temporada passada foi a briga interna nos times grandes, e a expectativa é de que os capítulos que vêm a seguir sejam ainda melhores. Quem diria que Rosberg levaria a melhor sobre Schumacher ou que Webber seria uma pedra no sapato de Vettel?

Schumacher x Roberg

Claro que, até que a temporada comece para valer, só podemos imaginar o que acontecerá. No caso da Mercedes, as indicações são de que o carro não nasceu bem novamente. Porém, ao contrário do ano passado, Schumacher não tem motivos para reclamar dos pneus. Eles não privilegiam pilotos que lidam melhor com carros que saem de frente, como ano passado e, portanto, devem igualar o jogo dentro da equipe alemã. Isso, se a F1 não se provar dinâmica demais até para um dos melhores pilotos da história da F1.

“Eu não acho que tenha prejudicado o mito dele. Ele é um heptacampeão mundial e sempre permanecerá no livros históricos. Mas com certeza me senti bem em vencê-lo”. Nico Rosberg.

O normal da briga interna na Mercedes seria um equilíbrio, pendendo para Schumacher devido à abordagem mais agressiva do heptacampeão nas corridas. Interessante será ver qual a reação de Rosberg caso isso aconteça: em 2010, o alemão mais jovem foi exemplarmente político e falou na pista. Que reação teria caso saísse perdendo? Qualquer mal estar com a equipe só prejudicaria a ele mesmo, pois Schumacher tem mais uma, duas temporadas pela frente. A longo prazo, Nico sabe que é nele que o time tem que confiar. Como o carro de 2011 não deve fazê-los lutar pelo título, o mais inteligente seria pensar lá nos frutos que pode colher num futuro próximo.

Vettel x Webber

Já na Red Bull, nada indica que a postura de qualquer dos envolvidos seja muito diferente do que foi em 2010: Vettel dando uma alfinetada aqui, guiando de forma perfeita ali; Webber se colocando na posição de outsider; Marko se assegurando de que seu pupilo receba os devidos mimos; Horner se fazendo de desentendido e Mateschitz garantindo que o esporte fica em 1º lugar.

“Não vou para a pista para prestar primeiros socorros a ninguém. Acho que há ambulâncias suficientes para isso no circuito”. Sebastian Vettel, quando perguntado se ajudaria Webber a ganhar o título ano passado.

“Claro que já não tenho mais 20 anos, mas Sebastian não tem nenhuma tatuagem ou brinco, então talvez se eu fizesse algo do tipo poderia ajudar”. Mark Webber.

O que pode tornar 2011 diferente são as corridas iniciais do agora campeão do mundo. Ano passado, problemas técnicos lhe tiraram duas vitórias certas nas duas primeiras provas, o que certamente mudou a história do campeonato. Ninguém duvida do enorme talento de Vettel e o normal é que o alemão domine o australiano ao longo de uma temporada. Porém, 2010 mostrou que Webber, e seu complexo de vira-lata, é capaz de guiar muito mais do que se espera dele quando se sente deixado para trás. Aquela vitória em Silverstone que o diga.

Vettel, no entanto, parece não se preocupar. Recentemente, quando listava os rivais pelo título, deixou o companheiro por último, e afirmou que “se o carro for bom, ele estará na luta”. Para bom entendedor, já bastou.

A diferença, para Webber, é que ele não tem o contrato para 2012 fechado e, se quiser permanecer na Red Bull, terá que se manter calado. As especulações sobre seu futuro já começaram e Mateschitz chegou a afirmar que “Mark é um piloto muito forte e certamente outras equipes vão se interessar por ele”. Parece que ninguém se importa em cutucar o australiano.

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